Mesmo após a Universidade Católica de Leuven - na Bélgica, em conjunto com a Universidade de Tecnologia de Eindhoven - na Holanda terem "comprovado" que uma pessoa contaminada pela "COVID-19" pode espalhar o vírus por até 20 metros - através de gotículas da saliva, se estiverem correndo e por até quatro metros se estiver caminhando, a Confederação Brasileira de Futebol ainda assim, estuda a possibilidade de retomar a rotina do futebol dentro dos clubes nacionais. Salientando que isso não quer dizer que o futebol já irá voltar ao "normal" no Brasil.

A entidade máxima do futebol no Brasil quer pelo menos, neste momento da pandemia - onde ela começa a tomar uma proporção de um alto pico de infectado - tendo logo mais adiante a sua queda normal, ter a volta dos clubes aos seus treinos; assim como já ocorrem com alguns clubes na Alemanha e em outros países mundo a fora.

Para tanto, a mesma até já organizou um manual para treinamentos na pandemia - porém, o medo de contágio e possíveis processos a fazem pensar um pouco mais, uma vez que a OMS e a FIFA não estão com pressa para essa volta - com os dados fornecidos pelo estudo acima citado.

Com o material nas mãos, Gianni Infantino - presidente da FIFA que era um dos mais ansiosos com a volta do futebol, mesmo pressionado por contrato bilionários com patrocinadores e as mais poderosas redes de TV do mundo, segurou neste momento a ideia de promover a volta do esporte - pelo menos nestes dois meses (aqui falando abril e maio).

"Nenhum jogo de futebol valem mais do que a vida. Seria mais do que irresponsável obrigar as competições a recomeçarem. Se tivermos de esperar mais um pouco, faremos", declarou ele recentemente.

A sua postura foi clara, demonstrando que não irá se dobrar aos poderosos que comandam, por exemplo, a Champions League e alguns campeonatos no "Velho Continente", como o Campeonato Inglês, Espanhol, Alemão e Italiano.

Já no Brasil, o movimento é antagônico. A Confederação Brasileira de Futebol se vê pressionada pelas Federações e Clubes, que querem retomar o futebol o mais rápido possível, ainda na primeira quinzena de maio. Assim, com tamanha pressão por parte desses, a CBF com a coordenação do Dr. Jorge Pagura e um infectologista - o Dr. Série Wey, preparam um manual para a volta dos jogadores das Séries A, B, C e D aos treinos.

Futebol no Brasil - Coronavírus.
Futebol no Brasil - Coronavírus.

A Confederação alega que se inspirou em procedimentos que já foram iniciados ou adotados na Alemanha, Espanha, Japão e Portugal, onde conforme já declaramos no início desta matéria, alguns clubes já voltaram aos treinos - como o Bayern de Munique e outros.

Os princípios que serão utilizados no Brasil serão simples, com a aquisição dos aparelhos de testes para o Coronavírus - onde, por exemplo, o Flamengo já adquiriu cerca de 600. Além desses, a aquisição de medidores de temperatura à distância.

A volta aos treinamentos no Brasil, irá impor algumas regras aos clubes, com atletas treinando em separados - com pelo menos dois metros de distância; tendo inclusive as cozinhas e vestiários fechados neste primeiro momento. Com isso, os jogadores deverão vir já uniformizados de casa, para onde deverão retornar com os mesmos.

O atleta que tiver lesionado terá que fazer tratamento com máscara, tratados assim por médicos e fisioterapeutas munidos de luvas e também do uso da máscara.

Assim, desta forma, a CBF planeja primeiramente trazer de volta ao Brasil, os estaduais - com essa medida, a entidade acredita que poderá evitar com que os clubes circulem entre estados, deixando cada time dentro de sua região. Visto essa medida, os dirigentes dos clubes paulistas, por exemplo, cogitam realizar partidas do Paulistão em uma só cidade - possivelmente na capital, que está munida com vários estádios e uma melhor infraestrutura.

Porém, para aqueles torcedores que forem ler essa matéria, muita calma nessa hora, visto que os jogos se realmente retornarem nos próximos meses, num primeiro momento deverão ocorrer com portões fechados e com esses proibidos de ficarem próximos as imediações dos estádios.

Sem nada de concreto até aqui, uma vez que no Brasil ainda é recomendado o isolamento social e nada foi definido - até porque não há um consenso entre os clubes, que neste momento estão muito divididos entre o retorno do futebol no país ou seguir com o isolamento para preservar seus atletas - só nos mostra o retrato atual do nosso futebol brasileiro.