O pai e o avô de Walter Montillo, ex-Cruzeiro, vieram a óbito nos últimos dias com suspeita de Coronavírus. No último domingo (5), Óscar Montillo, avô do jogador, faleceu aos 91 anos de idade, e na última terça-feira, Walter Óscar Montillo, pai do atleta, também morreu, aos 60 anos de idade.

A confirmação dos exames para o novo Coronavírus devem sair nos próximos dias. Após o ocorrido, o atual clube do jogador, a Universidad de Chile, usou as redes sociais para prestar condolências ao atleta.

Além do clube chileno, o Cruzeiro também fez questão de se solidarizar com o jogador, que é muito querido da torcida e um ídolo da instituição nos últimos anos. No Twitter, o clube mineiro escreveu:

"O Cruzeiro Esporte Clube lamenta profundamente a morte do Sr. Walter Óscar Montillo, pai do nosso ex-atleta Montillo.

Ficam aqui nossos votos de respeito e sentimentos neste momento de dor profunda.

Muita força para você, @Montil10."

Montillo se tornou conhecido do futebol brasileiro após grande destaque na Universidad de Chile. Em 2010, foi contratado pelo Cruzeiro, e a partir disso, virou um dos jogadores mais queridos pela torcida nos últimos anos. Foram 122 jogos pelo clube mineiro, com 36 gols marcados. Além do Cruzeiro, Montillo também atuou por outros clubes brasileiros, como Santos e Botafogo.

No auge de sua carreira, chegou a ser convocado para a seleção argentina. Representando seu país, atuou por 6 vezes, mas não marcou nenhum gol.

Quadro de Coronavírus no Chile avança


O Chile, juntamente com o Brasil, são os dois países com maior número de infeccções pela COVID-19 na América Latina. Por lá, já são mais de 5 mil casos confirmados e 43 mortes registradas.

A pandemia faz o país correr contra o tempo para evitar um colapso no sistema de saúde, como ocorre na Europa atualmente. Mesmo com um grande número de casos confirmados a taxa de letalidade ainda é baixa no país. Segundo dados oficiais do Ministério de Saúde do Chile, o primeiro caso ocorreu em 3 de março e desde então (2 meses) mais de 5 mil já foram diagnosticados. A taxa de mortalidade gira em torno de 0,8%, baixa se comparada a outros país da América do Sul, como Brasil (4,3%) e Uruguai (1,5%).

Segundo o governo chileno, são realizados cerca de 3 mil testes por dia, em média. Aumentar a quantidade de testes é uma medida vital para enfrentar a doença, segundo a OMS. Pessoas diagnosticadas com a doença são monitoradas diariamente pelo Ministério da Saúde em relação a quarentena obrigatória.

Até o fim de abril o país deve enfrentar o pico de casos, segundo projeções do Ministério da Saúde local e o que preocupa mais por lá é também a falta de respiradores, cruciais no tratamento de pacientes graves.