Em entrevista concedida a uma TV local nesta última segunda-feira, o presidente do Paraguai - Mario Abdo Benítez, afirmou que deu a ordem para investigar a fundo o caso "Ronaldinho".

De acordo com o mandatário paraguaio, ele pediu para o Ministro do Interior - Euclides Acevedo, investigar a fundo esse caso: "caia quem cair, temos que saber a verdade", disse ele.

Além disso, o presidente do Paraguai declarou que haverá uma auditoria interna nos órgãos públicos que emitem passaporte e as cédulas de identidade no Paraguai para saber donde surgiu isso tudo.

Mario Benítez - presidente do Paraguai.
Mario Benítez - presidente do Paraguai.

Apontado por seu possível vínculo com a empresária Dalia López - uma das principais suspeitas de ter mandado confeccionar os documento falsos, o presidente paraguaio afirmou apenas conhecê-la, mesmo tendo circulado fotos dos dois juntos em eventos públicos nos meios de comunicação.

Abdo Benítez afirmou nesta entrevista que apena a viu uma única vez e que ela apareceu em um "helicóptero mais bonito que o meu", declarou ele ironicamente.

Declarada foragida, a empresária em questão prometeu se entregar nesta terça-feira, onde seus advogados dizem que ela encontra-se debilitada - com seu estado de saúde, mas que não está foragida e sim em Assunção - capital do Paraguai, sem revelar seu endereço.

Segundo reportagens surgidas posteriormente a prisão dos "irmãos", López está sendo investigada por fazer parte de uma quadrilha envolvida não somente em gerenciar a fabricação de documentos falsos, mas sim em envolvimento com lavagem de dinheiro.

Além de Ronaldinho e Assis, o funcionário que recebeu os documentos falsos dos irmãos e os aceitou como válidos - Jorge Rodrigo Villanueva Torales, também foi preso.