Romário tem ação contra Dunga rejeitada pela justiça

Justiça considera improcedente a ação movida por Romário contra Dunga, ex-técnico da Seleção Brasileira.

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Segundo informações do jornal “Folha de São Paulo”, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal considerou improcedente a ação movida por Romário contra o técnico Dunga. Tudo começou quando Romário (em 2015) declarou a um jornal que havia 'interesses escusos' nas convocações da seleção, comandada na época por Dunga. O então treinador rebateu as críticas dizendo que Romário "tem o direito de criticar as convocações para a Seleção Brasileira, mas não tem o direito de pôr em dúvida a honestidade e a credibilidade dos critérios que norteiam a escolha dos jogadores".

A briga na justiça envolvendo os dois tetracampeões mundiais iniciou quando Dunga acionou a Comissão de Ética e Decoro Parlamentar do Senado, sob a alegação de que estava sendo alvo de ofensas por parte de Romário e que as mesmas não estavam abarcadas pela imunidade parlamentar. Em contra partida, Romário entrou com uma ação por reprovar a ação adotada pelo então treinador da Seleção Brasileira na comissão de Ética. O Senador pediu R$ 500 mil de indenização por danos morais. Mas a Justiça não acatou o pedido de Romário e determinou que o ex-atacante ainda arque com 10% do valor referente a custos processuais e honorários advocatícios – a ação cabe recurso.

Romário tem ação contra Dunga rejeitada pela justiça

Flavio Augusto Martins Leite foi o juiz que julgou o caso e na sentença descreveu o seguinte:

“Diante do conjunto probatório, não vislumbro animus ofendendi – intenção de ofender, na conduta do requerido – Dunga, pois ausente a intenção de denegrir a reputação ou ofender a dignidade, maculando a honra objetiva da parte autora – Romário, pois as medidas tomadas em decorrência das declarações prestadas nas redes sociais e na mídia envolvendo as partes, e sua respectiva repercussão não tiveram o condão de violar os direitos da personalidade – não restou comprovado o abuso ou má-fé na conduta do Réu, não há que se falar na condenação do mesmo na reparação dos danos causados”.

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