Novamente a Confederação Brasileira de Futebol volta a se manifestar contra as paralisações dos estaduais, que podem afetar o calendário do futebol no Brasil nesta temporada. O pronunciamento da vez veio do Secretário-Geral da entidade - Walter Feldman, que revelou nesta última segunda-feira que essas paralisações do futebol "podem prejudicar o combate à pandemia".

Sim, ele falou isso mesmo em entrevista ao programa "Bem Amigos", do SporTV. Feldman defendeu a manutenção das competições, apesar do alto número de pessoas infectadas pelo vírus; assim como o alto número de pessoas mortas pelo mesmo só neste mês de março.

O Secretário-Geral da CBF acredita que "parar o futebol é uma contradição na luta pelo combate a pandemia", onde complementou dizendo:

"Alguns governadores têm tomados suas posições, que nós respeitamos, porque eles que definem o funcionamento das atividades em cada cidade ou estado. Mas discordamos cientificamente. Não é uma questão de opinião, de desejo, não é uma luta maniqueísta entre atividade produtiva econômica e o respeito da vida. Nós não entramos nisso, até porque nós consideramos que o futebol cumpriu perfeitamente esse papel, quando construiu um protocolo sanitário, aplicou, compreendeu que os clubes precisavam jogar para manter o mínimo de entrada de seus recursos necessários para sobrevivência, respeitamos os contratos e continuamos dialogando com as autoridades".

Paralisação prejudica o combate ao vírus

Finalizando, Walter Feldman comentou sobre a paralisação "prejudicar" o combate a pandemia.

"Se nós cumprimos perfeitamente esse papel no ano de 2020, e temos mais instrumentos para aperfeiçoar as medidas restritivas, por que agora nos pune? Por que agora avaliam que tem que parar? Eu chego a afirmar que, se o futebol parar, ele pode prejudicar o combate a pandemia, porque nós deixaremos de divulgar nos nossos jogos as medidas sanitárias fundamentais. O esporte, o futebol cumpre com esse papel, exatamente como as grandes emissoras. Nós deixaremos de trabalhar no sentido de manter as pessoas com alguma alegria nas suas casas no respeito ao toque de recolher ou no lockdown. Portanto, é uma contradição que nós precisamos combater", finalizou o dirigente da CBF.