O VAR em seu segundo ano no Brasileirão deverá ter uma novidade: ao invés dos árbitros de vídeo terem suas cabines instaladas nos próprios estádios, eles deverão fazer as análises a partir de uma central no Rio - algo semelhante ao que acontece na Copa do Mundo. A Confederação Brasileira de Futebol fará o primeiro grande teste no próximo dia 16, quando Flamengo e Athletico se enfrentarão no Mané Garrincha, em Brasília, pela Supercopa e terão seus lances escrutinados diretamente da sede da entidade.

No entanto, para que o anúncio oficial seja dado, faltam ainda dois "detalhes":

O primeiro é o Congresso Técnico do Brasileirão votar pela própria manutenção do VAR - a reunião com os 20 clubes da Série A vai ocorrer ainda este mês.

O segundo é a instalação de sistema de fibra ótica que permita a conexão com todos os estádios que sediarão jogos do Brasileiro.

Central do VAR com a análise externa do árbitro de campo.
Central do VAR com a análise externa do árbitro de campo.

"A vantagem de ter um árbitro de vídeo centralizado é ter uma base apenas. Fica mais fácil para controle, padronização de critérios. O próprio treinamento fica mais fácil. O VAR que irá trabalhar no jogo das seis da tarde poderá treinar com o jogo que está acontecendo às 11h da manhã. A gente acredita que será um ganho técnico muito grande", afirmou o presidente da Comissão de Arbitragem da CBF, Leonardo Gaciba.

Ainda segundo o presidente da Comissão de Arbitragem da CBF, implementar o sistema ficaria "um pouco mais caro" devido à necessidade de se alugar o sistema de fibra ótica, mas os valores seriam compensados pelo "ganho técnico".

Caso essas informações se confirme, Gaciba sinaliza com a possibilidade de permitir acesso até mesmo a torcedores. "Quem sabe podemos permitir ao público que ele possa ver essa central funcionando, em real time, durante o Campeonato Brasileiro", sugeriu.

Quadro da FIFA

Para complementar, a CBF entregou nesta última segunda-feira as insígnias de árbitros e assistentes da FIFA a 20 árbitros e dez árbitras que atuam no País. Nos dois casos, metade são juízes principais e metade são assistentes.