O futebol, de tempos em tempos, nos premia com a oportunidade de ver gênios dentro de campo. Entretanto, alguns personagens se consolidam como os deuses do esporte mais popular do mundo, e entre eles, certamente está Diego Armando Maradona. Aos 60 anos de idade, foi reconhecido pelo Olimpo do futebol que seu devido posto era em outro lugar, já que para seu talento, a Terra nunca foi grande o suficiente.

Dono de uma qualidade simplesmente mágica, e de um carisma inigualável fora das quatro linhas, o "El pibe de Oro", como era um de seus vários apelidos, tornou-se mais do que um grande jogador: Se tornou o líder de uma religião.

Sem exagero, Maradona é dono de uma religião na argentina. A Igreja Maradoniana, fundada no dia 30 de outubro de 1998, foi criada para tentar dimensionar o tamanho daquele que nunca teve medo de ser original, autêntico, e acima de tudo, único.

Assim como na Argentina, o mundo do futebol está de luto. A ida de uma das pessoas capazes de mobilizar os olhos do mundo sempre que entrava em campo com as camisas de Argentinos Jrs, Boca Juniors, Barcelona, Napoli, Sevilla e Newells Old Boys. Sua magia e seu carisma faziam de cada partida um verdadeiro evento para os amantes do futebol.

Foi com a camisa da Argentina que suas maiores glórias ficaram marcadas: O polêmico gol de mão, ou a excepcional arrancada diante da Inglaterra, foram apenas alguns dos quadros pintados por um artista que usava seu pé esquerdo como um verdadeiro pincel, bordando todas as linhas de um perfeito desenho em forma de gol. Suas façanhas são inestimáveis.

Hoje, no dia 25 de novembro de 2020, o mundo do futebol para mais uma vez por conta de você, Maradona. É inaceitável, depois de ver você vencer tantos adversários, ser parado pelo maior deles: O tempo.

Descanse em paz, gênio. Você hoje, voltará ao lugar que lhe consagrou com a camisa dos "hermanos": en las manos de Dios.