A Raízen e a Shell - fornecedora de combustíveis para a Fórmula 1, fecharam contrato com a Ferrari para fornecer a ela etanol de alta performance e de segunda geração a partir da próxima temporada.

Vale salientar que a partir de 2022, a principal categoria do automobilismo mundial passará a utilizar mistura de 10% de biocombustível na gasolina.

A Shell em parceria com a Ferrari espera que a exposição do produto fornecido pela Raízen atraia mais consumidores para o combustível renovável, ainda mais em um momento que as iniciativas globais para a descarbonização a matriz energética ganham força.

Raízen - empresa brasileira do setor bioenergético

A Raízen que é uma empresa brasileira gigante do setor bioenergético e do açúcar, sendo ela uma das poucas companhias no mundo já com oferta em escala comercial do etanol de segunda geração, que emite 86% menos de gases do efeito estufa, também poderá fornecer o combustível a outras equipes da Fórmula 1.

O etanol de segunda geração e que será usado não tão somente pela Ferrari, mas acreditamos que por todas as equipes da categoria é fabricado a partir da palha e do bagaço da cana; resíduo esse que antes sobrava nas lavouras e no processo produtivo.

O mesmo passa por um tratamento de hidrólise e de dupla fermentação até virar o etanol.

O processo já utilizado na unidade da companhia em São Paulo proporciona um aumento da produção de etanol em até 50% sem o aumento da área plantada, uma vez que o material usado é o resíduo da cana. A informação aqui trazida é dada pela própria Raízen.