CBF propõe perda de pontos em casos de racismo; reunião já está agendada

Um fato lamentável que vire e mexe assola o futebol, tanto o brasileiro quanto o europeu são atos preconceituosos carregados de racismo. É triste que em pleno século XXI com a modernização e acesso fácil a informação, o ‘somos todos iguais' não faça parte da mentalidade de algumas pessoas.

A situação em si já é absurda, mas aqui no Brasil, ela acaba ganhando traços mais carregados, tornando-se inconcebível, incompreensível, visto que somos um povo miscigenado, em outras palavras, somos uma mistura de negros, indígenas, europeus, etc.

Punição ao racismo

Pela primeira vez na história, a Confederação Brasileira de Futebol – CBF é comandada por um negro, Ednaldo Rodrigues que sensível a tudo isso, resolveu fazer valer sua representatividade e acabar de vez com a impunidade. Além de dar um ponto final nesses episódios absurdos que mancham o futebol.

Pensando nisso, a entidade marcou uma reunião para essa semana, provavelmente na quarta-feira (15), com o conselho técnico juntamente com os mandatários e representantes dos clubes a fim de tratar sobre o assunto.

Vale ressaltar que também será colocado para votação o aumento referente a cota de estrangeiros de cinco para sete. Mas voltando ao tema principal, a CBF propõe que em casos de racismo, o time do ‘infrator' seja punido com a perda de pontos nos campeonatos nacionais que esteja participando.

De acordo com Ednaldo Rodrigues, presidente da entidade, somente a punição de perda de pontos em casos de racismo entre torcedores e atletas nos campeonatos, poderá educar os torcedores e consequentemente os clubes.

Times contra a proposta da CBF

O tema veio a tona, em agosto de 2022, no  I Seminário de Combate ao Racismo e à Violênica no Futebol, onde o presidente da CBF falou sobre a intenção de modificar o regulamento geral para acrescentar essa nova regra.

Consequentemente, gerou polêmicas e resultou em debates internos. Assim sendo, o site GE entrou em contato com os clubes que compõe as Séries A e B do Brasileiro, e inacreditavelmente poucos se mostraram favoráveis a medida. Os poucos que aprovaram a proposta da entidade foram América-MG, Fluminense, Náutico, Ponte Preta, Sampaio Corrêa e Vasco.

Por outro lado, os contrários a implantação da punição contra o racismo foram poucos que se manifestaram, apenas Atlético-GO, Bragantino, Santos, Chapecoense, Criciúma, CSA e Tombense. O entendimento da maioria é seguir por outra via.

Entendimento dos clubes

Os que se posicionam contra a implantação, alegam que se o clube auxiliar na identificação do infrator, realizar o boletim de ocorrência e enviar para as autoridades responsáveis que não faz sentido punir com tanto vigor e uma pena mais branda seria o adequado.

Segundo o regulamento da CBF, não existe penalizações para casos de racismo, porém no artigo I do RGC do ano passado consta a seguinte regra: “As competições nacionais oficiais do futebol brasileiro exigem de todos os intervenientes colaborar de forma a prevenir comportamentos antidesportivos, bem como violência, dopagem, corrupção, manifestações político-religiosas, racismo, xenofobia ou qualquer outra forma de discriminação”.

Em contrapartida, Código Brasileiro de Justiça Desportiva no artigo 243-G, existe punição estipulada para dois casos, indo de suspensão de cinco a dez jogos, perda de pontos em dobro e em última hipótese, a exclusão da agremiação esportiva da competição, torneio ou equivalente.

Tity Marx Tity Marx

Na verdade, não fui eu que escolhi o jornalismo e sim ele que me escolheu. Sem dúvidas, a profissão é como um oceano que precisa ser desvendado na sua profundeza, só assim é possível conhecer e respeitar toda sua beleza.