Cauteloso, presidente da CBF busca novo treinador para a seleção brasileira no mercado europeu

Com o fim do contrato de Tite, o presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues, planeja ir ao mercado europeu para negociar com um treinador que esteja à frente de equipes que disputem as principais ligas do continente. O que se sabe é que a entidade planeja contratar um nome que pense estrategicamente o futebol brasileiro e, além da seleção principal, seja capaz também de articular as seleções de base e até mesmo integrar a seleção olímpica ao projeto.  

Mesmo com a aproximação da data Fifa em finais de março, o presidente entende que, por ora, não há motivos para pressa.

“A gente tem que ter muita tranquilidade, muita paciência e não sair atropelando treinadores que já tenham contratos para que eles rompam esses contratos, pois fica uma sequela. Nós estamos fazendo [a busca por um treinador] de uma forma muito responsável, conversando primeiro com os presidentes [de clubes] para depois chegarmos aos treinadores. É isso que estamos fazendo. Com certeza, em breve, esse assunto estará superado.”

Para chegar até esses nomes, o ex-jogador Ronaldo, atualmente dirigente do Valladolid, pode entrar em campo para ajudar nas conversas. O mesmo já se manifestou em entrevistas recentes que o momento porque passa o futebol brasileiro requer um nome europeu.

Nomes distantes, mas impossíveis?

Após o término do mundial 2022, especulou-se nome como Pep Guardiola, do Manchester City, que logo descartou qualquer possibilidade em trabalhar no Brasil. Carlo Ancelotti, do Real Madri, foi outro nome levantado, mas deixou claro que prefere cumprir, no momento, seu contrato com o clube espanhol, que vai até 2024. Recentemente a CBF já disse que não há nada acertado com o treinador. Mas um nome inesperado e talvez não necessariamente dessa “primeira prateleira” europeia possa surgir por aí.

Como sempre, muitos soluções caseiras também são faladas, mas devem ser a última opção, levando-se em consideração o atual momento que vive a CBF. A primeira delas foi de Fernando Diniz, técnico do Fluminense, nome amistoso a muitos jogadores. Mano Menezes, que já foi treinador da seleção, Cuca, campeão brasileiro em 2021 com o Atlético-MG, Dorival Júnior, campeão sul-americano com o Flamengo em 2022, não foram procurados. Abel Ferreira, técnico do Palmeiras, também disse não ter sido contatado. Mas não estão descartados caso, a viagem à Europa não tenha sucesso.

J. A. J. A.

Consumidor do jornalismo esportivo desde os anos 1980 quando conheci a revista Placar e vi pela primeira vez a Copa de 86. De lá para cá acompanhei campeonatos regionais, nacionais e sul-americanos, vendo ao vivo, nas madrugadas de dezembro na Band, os dois mundiais do São Paulo F.C. e a diversidade dos jogos olímpicos. E como não falar das resenhas esportivas de domingo à noite!

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