Em um relatório apresentado pela UEFA nesta sexta-feira - 21 de maio, a mesma afirma que os principais clubes do "Velho Continente" devem perder mais de 8 bilhões de euros por conta da pandemia da COVID-19.

Segundo o relatório, só 4,1 bilhões de euros foram perdidos desde então por conta da falta de torcedores nos estádio - com a venda de ingressos, sendo 2,7 bilhões em patrocínios e 1,4 bilhão em receita de transmissão.

Em comparação entre os anos de 2019 a 2020, por exemplo, a perca levou a uma queda nas despesas dos clubes na janela de transferências de 56%. Já de 2020 para 2021, houve uma redução de 39% comparada a temporada anterior.

A entidade máxima do futebol europeu declarou nesta apresentação que serão necessárias reformas nas regras do "Fair Play Financeiro", e que as taxas de transferências e salários terão que ser reduzidos a "níveis aceitáveis".

Ainda neste mesmo, a UEFA voltou a criticar a possível criação da Superliga Europeia, donde a entidade argumentou que essa causaria um impacto devastador no futebol europeu de forma esportiva, emocional e financeira.

"Uma liga separatista não pode ser a resposta a pandemia. Restaurar a saúde financeira e o crescimento requer um processo de disciplina financeira, gerenciamento cuidadoso e planejamento de longo prazo. Só respeitando a pirâmide e o princípio da promoção e despromoção com base no mérito desportivo é que o futebol europeu poderá continuar a crescer", destacou a UEFA em um dos trechos de seu relatório apresentado nesta sexta-feira pela manhã.

Criação e desconstrução

A Superliga Europeia que fora constituída inicialmente por 12 clubes, fora apresentada no último mês, onde em menos de 48 horas após uma grande reação dos torcedores, órgãos governamentais e políticos, fora cancelada.