Acabou a mamata no Santos, diz o presidente em exercício. Orlando Rollo revelou em entrevista recente que negociar dívidas e lidar com possíveis punições da FIFA, não são os únicos problemas enfrentados nos bastidores da "Vila Belmiro".

Depois de assumir a função após o novo processo de impeachment do presidente - José Carlos Peres, Rollo vem tentando reduzir os custos do clube com demissões de funcionários - alguns deles considerados "marajás" pelo novo mandatário.

Sem dar muitos detalhes do "limpa interno" que tenta fazer na "vila" mais querida do Brasil, o mesmo indica supostos abusos no clube, onde segundo ele, tinha até mesmo funcionários fantasmas.

"Tinha funcionários com salários milionários. O presidente afastado tinha mordomo em São Paulo pago pelo clube. O Santos tem condições de pagar mordomo ao presidente? Estamos acabando com a mamata. Vamos acabar com esse benefício que os ex-funcionários tinham", declarou o atual presidente.

Fake News

Desmentindo algumas "fake news", Rollo admite que realizou algumas contratações, mas com base nos currículos e reconhecimento do mercado e não conforme alguns vinha publicando nas redes sociais, onde declararam que a nova administração já havia contratado "700 novos funcionários".

"O que vem ocorrendo é que precisamos fazer uma readequação administrativa com critérios técnicos. Aprovamos novo organograma e tivemos que preencher as vagas com profissionais do mercado qualificado para nos ajudar nesta difícil tarefa. Tem muitas pessoas nos ajudando, graças a Deus; abnegados santistas e conselheiros ajudando no Comitê de Transição".

Assumindo o clube num mandato "tampão", esse revelou que não será candidato a presidência do Santos - que deverá escolher seu novo mandatário em dezembro deste ano.

"Não sou candidato, assumi esse desafio para tentar congregar todos os grupos que nos ajudem neste Comitê de Transição, trazendo todos os grupos para participar", finalizou.