Sampaoli aciona Santos na justiça pedindo sua rescisão de contrato

Na mesma ação, o treinador argentino alega atrasos no pagamento do FGTS - o mesmo vale para os integrantes de sua comissão técnica.

Por Minha Torcida
Compartilhe

Não durou muito a "amizade"; um dia após o Santos anunciar que Jorge Sampaoli estava fora do clube, o técnico argentino não contente com a situação - visto que alega não ter pedido demissão, entrou nesta última quarta-feira com uma ação na justiça contra o "Peixe", onde nesta mesma, ele pede a sua rescisão de contrato com o clube devido aos atrasos de pagamento do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço - o famoso FGTS. O mesmo vale para os quatro membros da comissão técnica - os auxiliares Carlos e Jorge Desio e os preparadores físicos Pablo e Marcos Fernández.

Em entrevista a um site do centro do país, Gustavo Amorim - advogado que representa Sampaoli, afirmou que o argentino não fez o pedido de demissão alegado pelo Santos e que o treinador nunca teve a intenção de processar o clube, mas que precisa se defender da cobrança que considera indevida.

Peres e Sampaoli.
Peres e Sampaoli.

A multa da discórdia

Tanto o Santos, como o treinador argentino, já previam um fim de ano ruim na relação entre eles quando no dia 17 de outubro fizeram um aditivo ao contrato de trabalho do treinador. Nesta data, após o confronto diante do Ceará - na Vila Belmiro, o argentino assinou a mudança que está sendo alvo de discussão neste momento.

Se dizendo enganado por quem o assessorou na data da assinatura de seu primeiro contrato com o Santos, no final de 2018, início de 2019, o treinador pediu ao então superintendente de futebol - Paulo Autuori, que o ajudasse a alterar o contrato, retirando a multa a partir de 10 de dezembro. Vale lembrar que a informação de que a multa cairia a partir deste dia foi publicada pelo jornalista Jorge Nicola, site "Yahoo". Na ocasião, o blog em questão confirmou a informação e conseguiu mais detalhes.

A multa vigente no primeiro contrato era de 2,5 milhões de euros - hoje um pouco mais de R$ 11 milhões, caso o argentino decidisse deixar o clube e de 800 mil de euros - cerca de R$ 3,6 mil, caso o Santos o dispensasse. Sampaoli argumentou que não havia entendido essa diferença de exigência e de valores e conseguiu aprovação do Comitê de Gestão para alterar. Autuori a pedido do treinador esteve pessoalmente no conselho para aprovar a mudança.

Entre os argumentos, o de que seria bom para o clube se livrar de multa para o caso de o orçamento não permitir continuar com o treinador em 2020. No entanto, a multa para o fim do contrato dos cinco integrantes de sua comissão técnica e para saírem do clube, não foi alterada e eles terão de desembolsar um total de R$ 5 milhões.

Vale ressaltar que no último dia 9 - um dia antes de a multa cair, Sampaoli e José Carlos Peres - presidente do Santos chegaram a comentar sobre a multa em uma reunião entre os dois. O treinador pediu ao presidente que retirasse a exigência para a saída de seus auxiliares. Peres disse que era contra, mas que levaria para o conselho, que não concordou.

Com isso tudo, a briga agora está em torno do dia do pedido de demissão. Se a conversa tivesse sido feita dois dias depois, não haveria discussão, nem interpretação e o treinador estaria livre, sem multas ao mercado. Sampaoli por sua vez argumenta que só formalizou o pedido de saída nesta última quarta-feira - dia 11 de dezembro. Já o Santos entende que foi no dia da conversa, segunda-feira - dia 09, conforme consta na nota oficial divulgada pelo clube na noite da última terça-feira.

Mais sobre: sampaoli santos justica
Torcedor: compartilhe
Siga nas redes
Comentários
Carregar comentários
Assista ao nosso último vídeo:
Inscreva-se no canal