Um dia depois do Santos informar que Jorge Sampaoli havia confirmado que não permaneceria na "Vila Belmiro" em 2020, novas informações surgem a respeito do assunto. Em entrevista ao "Lance", o treinador profissional declarou que não pediu demissão do cargo de treinador do "Peixe" e ao mesmo tempo disso que quer distância de Peres.

"Sim, não me demiti oficialmente. Essa é a verdade. O clube tem que ser responsável e mostrar documentação da demissão. Agora eu estou seguro de que irei sair. Quero ficar longe deste senhor", afirmou Sampaoli ao canal acima citado.

Sem um documento que comprove o pedido de demissão por parte do argentino junto ao clube santista, a direção entende que o que foi conversado na reunião desta última terça-feira, entre o profissional e o presidente, foi sim, um pedido de demissão - algo que o treinador nega.

No entanto, é sabido que essa "discussão" tem um valor: algo aproximado a R$ 10 milhões - o valor da multa rescisória entre as partes e prevista no contrato de Jorge Sampaoli, que vence apenas no dia 31 de dezembro do ano que vem. Algo muito comentado pela imprensa esportiva do centro do país declarando que o Santos havia aceitado o pedido de retirada desta do contrato do comandante técnico.

Para o Santos, a comunicação verbal supostamente dita por Sampaoli durante a reunião, é o suficiente para o fim do contrato unilateral - algo que obrigaria o argentino a indenizar o clube no valor acima citado - ainda sobre o assunto, o Santos alega ter provas da decisão do profissional.

Com as partes não se entendendo, essa discussão deverá parar nos tribunais, porém, não impede de Sampaoli acertar com outro clube - lembrando que Palmeiras e Racing estariam interessados no treinador.