Novo escândalo no futebol? Ao que tudo indica sim, ainda mais se confirmar o que o jornal "New York Times" publicou em sua edição desta quinta-feira - 20 de maio, onde em uma extensa reportagem conta que a FIFA e seu presidente - Gianni Infantino, sabia da criação da Superliga Europeia.

Isto veio átona após Infantino condenar o projeto dos clubes europeus que por muito pouco não saiu do papel, criando assim um novo torneio no "Velho Continente" sem o consentimento da UEFA.

O diário para levar ao conhecimento do público o que ali apresentava, se embasou em fontes e documentos consultados, donde o conceituado jornal norte-americano explica nesta reportagem que Gianni Infantino sabia os planos dos clubes "dissidentes" e que vários subordinados seus mantiveram conversas com alguns dos clubes envolvidos na criação do novo torneio.

Primeiros contatos

O "New York Times" disse que o primeiro contato entre a entidade máxima do futebol mundial e os organizadores da Superliga da Europa se deu ainda em 2019, onde o braço direito de Infantino - Matias Grafstorm levou as ideias desses clubes ao conhecimento do presidente da FIFA, que até ali apoiava a criação do mesmo.

Ainda segundo o jornal, a FIFA pelo seu apoio a criação de tal torneio, tinha a garantia da participação desses mesmos clubes no "novo" Mundial de Clubes sugeridos pelo mandatário do futebol.

O diário conta que os clubes encontraram em Infantino um interlocutor aberto e compreensivo relativamente à sua causa, e que só depois de garantirem o apoio a FIFA é que recorreram ao Banco JP Morgan, em busca de apoio financeiro.

Quando essa ganhou força e passou a ser uma "realidade", Ceferin - presidente da UEFA teria então entrado em contato com Infantino, para que juntos condenassem o projeto e ao ser questionado se apoiava a causa, o presidente da FIFA teria respondido que não.

A condenação dupla das duas entidades pegou os clubes organizadores da Superliga Europeia de surpresa; lembrando que 12 clubes do "Velho Continente" estavam envolvidos na causa, onde a partir da pressão da UEFA nove deles abandonaram a ideia - permanecendo apenas Barcelona, Real Madrid e Juventus.

Clubes esses que hoje estão avisados que poderão sofrer fortes sanções por parte da UEFA, bem como a não participação de competições europeias na próxima temporada.