Com a instalação do gramado sintético no Allianz Parque, o Palmeiras diz que irá marcar para o fim de fevereiro a vinda de um laboratório credenciado pela FIFA para avaliar e certificar a qualidade do novo gramado que será usado pelo time tanto em sua Arena como na Academia de Futebol. Com a previsão para a finalização da instalação deste gramado chegando ao seus últimos dias, a ideia é de que o estádio tenha condições de receber uma partida, a partir do dia 16 de fevereiro, em duelo contra o Mirassol, pelo Campeonato Paulista.

Apesar da visita do laboratório ser apenas no fim de fevereiro, isso não impede a realização de um jogo antes da emissão do certificado internacional de qualidade. A estreia do novo gramado em um jogo do campeonato estadual depende principalmente da conclusão da obra e da vistoria da Federação Paulista de Futebol (FPF). A entidade tem acompanhado os trabalhos e vai realizar uma inspeção final logo depois do fim da instalação.

A empresa responsável por certificar o gramado do Palmeiras é a Sports Labs. O laboratório sediado na Escócia é um dos sete do mundo credenciados pela FIFA para fazer o trabalho de aferição de qualidade do campo. A Sport Labs também trabalha com aferição de piso de outras modalidades esportivas, com o histórico de parcerias com a Federação Internacional de Basquete (FIBA), Associação Internacional de Federações de Atletismo (IAAF), Federação Internacional de Tênis (ITF), entre outras.

O teste a ser realizado nos gramados do Palmeiras tem o intuito de verificar se o piso consegue reproduzir a qualidade encontrada nos melhores gramados naturais. Os escoceses vão analisar critérios como: velocidade, quique da bola e resistência a torções e movimentos de chuteiras.

Grama sintética.
Grama sintética.

"Se fizermos esses mesmos testes em outros estádios do Brasil, poucos serão totalmente aprovados. Aqui só tem aprovação se estiver 100%. Se a bola deslizar um pouco a mais do que o previsto, não sai a certificação", explicou o presidente da Soccer Grass, responsável pela instalação do material na Arena do Palmeiras.

O campo do estádio será forrado por 27 blocos de grama, cada um com 78 metros de comprimento e 4 metros de largura. O trabalho final é o de colocação do preenchimento das fibras de grama com um material sintético e importado da Itália chamado de TPE (elastômero termoplástico). A obra na Academia de Futebol terminará depois do estádio porque o solo precisou passar por mais reparos para poder receber as camadas de grama.

O objetivo do Allianz Parque é que o novo gramado permita conciliar melhor as agendas de jogos e de shows, sem fazer com que o time precise recorrer a outros locais para mandar suas partidas. Quando a arena receber eventos musicais, o gramado será coberto e protegido por um tablado. Após a desmontagem do palco, será preciso realizar uma limpeza com um imã especial para remover restos de produtos metálicos. Em até seis horas o piso poderá receber uma partida.

As trocas irão custar ao Palmeiras R$ 10 milhões e a garantia da grama é de oito anos, porém a estimativa é de não precisar realizar outra troca em até 15 anos. Como a manutenção consiste em escovagem e vai dispensar luz artificial e irrigação, a arena terá uma grande economia.

"Nós fazíamos três trocas de gramado a cada ano com um custo de R$ 350 mil. A gente estima que agora no ano a gente deve ter uns R$ 2 milhões de economia", disse o diretor de operações do Allianz Parque.