Palmeiras é cobrado na FIFA por dívida com Atlético Nacional - da Colômbia, por conta do atacante Borja. Na venda que custou aos cofres do "Verdão" US$ 10 milhões - os colombianos mantiveram 30% dos direitos econômicos do jogador em uma futura negociação. Havia também a possibilidade do Atlético Nacional abrir mão deste percentual a partir do dia 10 de agosto deste ano, caso o Palmeiras pagasse mais US$ 3 milhões - algo que segundo eles não foi efetuado pelo clube brasileiro, visto que o clube colombiano abriu mão do jogador e de seu percentual.

O Palmeiras não pagou o valor até o momento e alega que não tem uma data específica para exercer o direito de "compra". O montante poderia ser pago no caso de uma saída de Borja do clube paulista, no entanto, o Atlético quer receber o dinheiro imediatamente.

"O tema de Borja continua igual. Não recebemos o pagamento no tempo estabelecido e já levamos a instâncias da FIFA", comentou o presidente dos colombianos, Juan Davis Pérez, em uma coletiva prestada durante essa semana.

Por outro lado, o Palmeiras respondeu a acusação do Atlético Nacional com o diretor jurídico - André Sica, que concedeu entrevista ao site "UOL".

"Não fomos notificados pela FIFA sobre o caso, mas se a FIFA nos chamar, nós colocaremos o nosso posicionamento. Eles nos enviaram uma notificação que gostariam de converter os direitos no dinheiro e já enviaram a conta para o depósito. Mas a gente não entende assim. Entendemos que eles tinham até o dia 10 de agosto para avisar da opção, se eles queriam os direitos em valores absolutos ou se continuariam com a porcentagem, mas não que o pagamento precisaria ser imediato", esclareceu André Sica.