Por regra da FIFA Neymar pode deixar o PSG na metade do ano; entenda

Neymar que tem vínculo com o PSG até 2022, a partir de agosto deste ano poderá deixar o clube francês e se transferir para qualquer outro se assim desejar; para tanto, a FIFA deverá estipular uma "multa" a ser paga ao PSG.

Por Minha Torcida
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Com contrato com o PSG, válido até 2022, Neymar poderá ser beneficiado por uma nova regra da FIFA. O regulamento sobre status e transferência de jogadores da entidade máxima do futebol mundial permite que o brasileiro, a partir do meio deste ano, rescinda de forma unilateral seu vínculo e se transfira para outro clube, mediante o pagamento de uma indenização calculada na Câmara de disputas da entidade que rege o futebol mundial.

Vale lembrar que com a abertura da janela de transferências, no último dia 1º de janeiro, Neymar voltou ao radar do Barcelona, reacendendo assim o interesse em repatriar o atacante.

Segundo o regulamento da FIFA, um atleta de menos de 28 anos, ao assinar com um clube, entra no que se chama por "período protegido".

"Esse período tem duração de três anos ou três temporadas, o que vier primeiro, a contar a partir da assinatura do contrato. Durante esse tempo, as regras para a rescisão de contrato sem acordo entre as duas partes são extremamente rígidas. O jogador que forçar a rescisão de contrato durante o período protegido fica exposto a sanções esportivas: o artigo 17 do regulamento sobre status e transferências prevê suspensão de quatro a seis meses. O clube que contratar o atleta que forçou a rescisão responde por aliciamento, e pode ser proibido de registrar reforços por dois períodos de transferências consecutivos. Ambos ainda precisam indenizar a equipe anterior".

Neymar - atacante do PSG.
Neymar - atacante do PSG.

Com isso, Neymar e o Barcelona estariam expostos a esses riscos até o meio do ano, caso adotassem uma postura mais agressiva para concretizar a mudança. A partir de agosto, o cenário muda. Como assinou contrato com o PSG em 2017, aos 25 anos, Neymar não estará mais no período protegido e terá direito de rescindir unilateralmente seu contrato, mesmo sem previsão de multa.

Se o jogador tomar essa decisão, uma indenização será calculada pela Justiça Desportiva Internacional com base nos custos que o PSG teve e nos valores envolvidos no restante do contrato. Mediante o pagamento, o atleta é livre para trocar de clube sem qualquer tipo de punição ou impedimento.

Segundo o site "UOL Esporte", o mesmo apurou que o Barcelona está ciente da possibilidade, que é hoje vista como o caminho mais promissor em uma tentativa de repatriar o brasileiro. O representante de Neymar também já estudou a questão, mas não fala publicamente sobre o assunto. Existe até uma estimativa de cálculo da indenização, entre 160 e 170 milhões de euros.

MATUZALÉM

Um caso envolvendo um brasileiro acabou se tornando emblemático para atletas que se transferem contra a vontade de seus clubes, em contratos sem previsão de multa. Em 2009, o volante Matuzalém rescindiu de forma unilateral com o Shakhtar - da Ucrânia, para defender o Zaragoza - da Espanha. O caso acabou parando na FIFA, que estabeleceu uma indenização de 6,8 milhões de euros. O Shakhtar recorreu à Corte Arbitral do Esporte, que aumentou o valor para 11,9 milhões. A quantia foi, na época, a mais alta já fixada em um caso do tipo. Por um lado, foi uma sinalização de que a Justiça Desportiva desencorajaria que contratos sejam rescindidos sem acordo entre as partes e fixaria indenizações de modo a preservar a estabilidade contratual. Por outro, foi um indicativo de que os atletas, em último caso, têm a palavra final sobre onde querem viver e trabalhar - eles não podem ficar amarrados aos seus clubes contra sua vontade.

Neymar que passou o réveillon na Bahia se reapresentou nesta última quinta-feira ao Paris Saint-Germain e treinou normalmente com o grupo para a sequência da temporada.

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