Com a crise financeira agravada por conta da pandemia da COVID-19, um dos times mais tradicionais do Reino Unido solicitou um empréstimo financeiro para conseguir ter fôlego em seu caixa. Estamos aqui nos referindo ao Manchester United, que divulgou nesta sexta-feira o balanço econômico do último trimestre, que abrange o mês de dezembro, janeiro e fevereiro.

Neste mesmo anúncio, os "Reds Devils" colocaram na mesma nota o valor do empréstimo solicitado na casa dos 60 milhões de libras - algo em torno de R$ 470 milhões, que permitirão ao clube manter suas operações na temporada.

Empréstimos

Esse não é primeiro valor solicitado pelo clube aqui em questão, no último ano, o Manchester United já havia solicitado uma linha de crédito de 200 milhões de libras - R$ 1,5 bilhão, diante do impacto estimado de 100 milhões de libras em suas contas por causa da pandemia.

O maior impacto do clube foi na receita atribuída a dias de jogos, que levam em conta bilheteria, arrecadações de vendas de produtos, lanchonetes e outros produtos relacionados ao seu estádio.

Se compararmos os mesmos períodos, com a temporada 2019/2020, onde o United arrecadou muito bem, na temporada atual o clube teve uma queda de receita na casa dos 94%, passando de 55,2 milhões de libras, para 3,2 milhões de libras. Neste período, a dívida líquida dos "Reds Devils" aumentou 16,4%, chegando à casa dos 455,5 milhões de libras. Esse valor só não foi maior por conta da volta do time a Champions League, que pode contar com a receita dos direitos de TV, que fora de 60,1% maior, chegando a 156,3 milhões de libras.

Espera da volta dos torcedores no Old Trafford

Para que a dívida não aumente ainda mais, o Manchester United espera o retorno dos torcedores ao estádio, como deixou claro seu vice-presidente, em entrevista ao jornal "Daily Mail":

"No curto prazo, nosso foco continua sendo a preparação para o retorno dos torcedores ao Old Trafford. Estamos vendo alguns exemplos positivos em todo o mundo, com grupos de capacidade reduzida, com distanciamento social. O rápido lançamento de vacinas e a queda na taxa de infectados no Reino Unido nos deixa otimistas", declarou Ed Woodward.

Se a queda de contaminados continuar baixando nos próximos dias, há um planejamento de que os estádios na "Terra da Rainha" possam ser abertos, como chegou a ocorrer no meio da atual temporada, antes desta segunda onda atingir o continente europeu. A ideia do United é de que possa voltar a abrir seu estádio a partir do dia 15 de maio - na partida contra o Fulham, pela Premier League.