Grêmio tenta, mas não leva - a direção gremista acaba de anunciar no início desta tarde de segunda-feira que a Conmebol negou o pedido de anulação do cartão amarelo recebido pelo zagueiro gremista, Walter Kannemann - na primeira partida da final da Libertadores, contra o Lanús, na Arena. Com essa decisão, o atleta está realmente fora da segunda partida que decidirá o grande campeão da Libertadores da América - 2017, na próxima quarta-feira, na Argentina.

Com o impedimento de Kannemann, Bressan deve ser o escolhido por Renato Gaúcho para formar a dupla de zaga gremista ao lado de Pedro Geromel. 

Mesmo sabendo que não seria uma tarefa fácil, o departamento jurídico do Grêmio protocolou o pedido, mas o diretor jurídico Nestor Hein, já reconhecia que seria muito complicada a reversão nos tribunais, algo que acabou sendo confirmado nesta segunda-feira por ele próprio. Nestor recebeu a informação dos advogados contratados pelo Grêmio para representar o clube em Assunção, no Paraguai - local sede da Conmebol.

Entenda o caso:

O zagueiro Kannemann levou o terceiro cartão amarelo - cartão esse que suspende automaticamente o jogador da partida, em um lance dentro da área com Guerreño no primeiro jogo da decisão, vencido pelo Grêmio por 1 a 0. No entendimento gremista, injustamente, uma vez que foi empurrado pelo argentino e acabou no chão. Mas a Conmebol não entendeu desta forma e manteve a decisão do árbitro Julio Bascuñan. Além da tentativa de anulação do cartão amarelo levado por seu defensor, o tricolor gaúcho também manifestou seu descontentamento com a arbitragem em uma reunião com o presidente da entidade máxima do futebol sul-americano, Alejandro Domínguez, na sede da entidade na última sexta-feira.

Arbitragem essa que não contentou a nenhum dos clubes envolvidos na final da Libertadores, uma vez que o Lanús também se manifestou em relação ao assunto durante a semana que passou.