Opinião: Internacional é eliminado da Libertadores por falta de coragem de seu treinador

Odair Hellmann tem sim sua parte de culpa na eliminação do Internacional na Libertadores, pois mais uma vez não teve coragem de encarar o adversário dentro do Beira-Rio de frente e antes de atacar, preferiu se defender.

Por Minha Torcida
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Com Beira-Rio lotado em mais uma quebra de recorde desde sua reforma, o Colorado foi previsível e ridículo diante do poderoso Flamengo. Os torcedores mais uma vez fizeram a sua parte, cantaram, empurraram, acreditaram e deram o crédito de confiança, mas o time comandando por Odair Hellmann realmente não se ajuda, principalmente quando o treinador parece perdido e escala o time de forma errada e ao invés de criar um fato novo em uma partida que era obrigado a atacar e vencer para seguir adiante na competição, entra com o mesmo time que na primeira partida levou dois gols em seis minutos, no Maracanã.

Odair Hellmann tem sim sua parte de culpa na eliminação do Sport Club Internacional na Libertadores, pois mais uma vez não teve coragem de encarar o adversário dentro do Beira-Rio de frente e antes de atacar, preferiu se defender, mostrando que não possui aquele espírito de conquistador.

Odair Hellmann - treinador do Internacional.

Mas os jogadores? Claro, esses também; visto que muitos deles pareciam sem vontade em campo - há, mas vai ter quem defenda que eles correram, suaram a camisa pelo time. Será? Alguns, claro que alguns tentaram levar o Inter adiante no torneio, mas o Inter foi o mesmo Inter na primeira partida diante do Flamengo ou até pior, decepcionando cerca de 50 mil torcedores em sua "casa" e os expectadores que assistiram a partida através da tela da TV.

Mas o enredo do duelo dentro dos 180 minutos foi claro. Mesmo "tentando", o Colorado sucumbiu à superioridade quase que absoluta do Flamengo, que sobrou com sua qualidade técnica para garantir a sua classificação às semifinais da competição continental e mesmo jogando no Beira-Rio lotado, parecia estar em casa, tamanha a fragilidade apresentada pelo time gaúcho.

Estranheza maior é ver que Odair não utiliza Sarrafiore em jogos do Campeonato Brasileiro, onde até aqui em sua grande parte após a Copa América entrou com time misto ou reserva, acreditar que o jovem atacante argentino poderia ser a "salvação" em um jogo de Libertadores, assim como suas trocas sem fundamento aos 4 e 12 minutos do segundo tempo, quando promoveu as entradas de Nico López e Wellington Silva; não poderia ter mexido no intervalo, visto que o seu time não havia produzido nada ou quase nada em 135 minutos de jogos - sim, 90 do Maracanã e mais 45 do primeiro tempo no Beira-Rio. Então, podemos sim dizer que a eliminação do Colorado passou e muito pelas mãos de seu comandante, que teme em colocar um time com vontade de vencer e que ataca o adversário dentro de casa, principalmente quando se precisa marcar dois gols para reverter uma resultado adverso.

Assim foi o Inter das quartas de final da Libertadores, que até encontrar um adversário superior, não viu dificuldades dentro da competição - isso não tirando os méritos do River Plate, que estava no mesmo grupo do Colorado na fase classificatória e onde o time gaúcho não conseguiu vencer, mas pelo menos não foi derrotado.

Agora, porém, caberá aos colorados lamberem as feridas e voltarem a focar no Brasileirão, sem essa de jogar com time reserva ou misto, pois um grupo, um time, é feito de união e de muito conjunto - conjunto esse que só se ganha com experiência, com jogos. Há, tem também o duelo diante do Cruzeiro, já na próxima quarta-feira, pelo segundo jogo da semifinal, onde o Inter já conta com vantagem obtida no primeiro confronto (vitória por 1 a 0 no Mineirão), porém, é bom ficar ligado e não jogar com essa vantagem nas costas, se quiser realmente chegar a grande final da competição nacional.

Mas antes da decisão pela semifinal da Copa do Brasil, diante do time mineiro, no Beira-Rio, o Colorado irá encarar o Botafogo, pela 17ª rodada do Campeonato Brasileiro, no próximo sábado, às 21h.

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