A partida de volta entre Flamengo e Emelec teve todas as partes de um roteiro extremamente dramático. Precisando reverter a desvantagem de 2x0 sofrida no primeiro jogo, a equipe brasileira contava com a força de seu time e o grande apoio de sua torcida, que lotou o Maracanã, para fazer a noite da última quarta-feira se tornar histórica.

Entretanto, o nervosismo no início deu lugar à empolgação. Com menos de 20 minutos de partida, o time rubro-negro á havia empatado o confronto, graças a brilhante fase do artilheiro Gabigol, que balançou as redes duas vezes e encheu o torcedor flamenguista de confiança. Entretanto, conforme os minutos foram se passando, o nervosismo voltou a ser o centro das emoções sentidas pelo torcedor, e o susto do Emelec com o início fulminante do adversário foi aos poucos, normalizando. 

 

Logo nos primeiros minutos deu para perceber que o segundo tempo teria outro roteiro. O combustível queimado em excesso no primeiro tempo fez falta. Faltou gás, intensidade, e o Emelec cresceu. E assustou.

- É impossível uma equipe jogar como o Flamengo fez por 45 minutos, quando o Emelec não fez um arremate. Foram 70% de posse de bola, como que você quer que uma equipe seja, no Brasil, China ou Europa, como o Flamengo foi por 105 metros pressionando o portador da bola e chegue na segunda parte com a mesma intensidade? Sabe onde isso acontece? No PlayStation. Quero agradecer aos jogadores por fazerem tudo que deviam fazer - analisou Jorge Jesus.

 Foi um segundo tempo de poucas chances e muita tensão. O Flamengo teve uma excelente chance com Thuler, outra boa oportunidade em arrancada de Bruno Henrique e só. Valente, o Emelec não se limitou a defender e tentava encaixar contra-ataques.
Segundo tempo foi extremamente nervoso no Maracanã.(Foto: Divulgação)

 

Nas cobranças de pênaltis, o Flamengo teve a tranquilidade que faltou na Copa do Brasil. Com aproveitamento invejável, o time de Jorge Jesus acertou todas as suas cobranças.
Coube a Diego Alves, vaiado domingo contra o Botafogo, defender a cobrança de Dixon Arroyo. Queiróz acertou o travessão, e o Maracanã explodiu. Ufa! Foi sofrido, mas após nove anos o Flamengo está de volta às quartas de final da Libertadores.