As últimas informações vindas da Argentina, indicam, segundo o jornal "Olé", que o capitão do Boca Juniors - Pablo Pérez, o mais atingido pela torcida do River Plate ao ataque ao ônibus que conduzia a delegação do Boca até o estádio da grande final da Libertadores, deverá sim passar por um procedimento cirúrgico - confirmando assim os boatos que surgiram no final de semana.

Com isso, os dirigentes dos Xeneinses que já entraram com um recurso junto a Conmebol, contra o River Plate, terão uma alegação ainda maior na tentativa de conseguir os pontos da final para si, junto à entidade máxima do futebol sul-americano. Se isso não ocorrer, pelo menos então tentarão levar a decisão para quando puderem contar com seu capitão em campo.

Em relação ao pedido do Boca, a Conmebol não se pronunciou ainda; mas sabe-se que ela deu um prazo até essa próxima terça-feira para se manifestar em relação ao dia em que a partida final da Libertadores entre os dois clube argentino, irá ocorrer.

Assim sendo, a novela em que se transformou a final da Copa Libertadores da América deverá ter um novo capítulo nas próximas horas, lembrando que a decisão deverá ocorrer antes do dia 15 de dezembro, quando inicia o Mundial de Clubes da FIFA - uma vez que o representante sul-americano sairá deste confronto e o mesmo já entrará em campo pela competição no dia 18 do mesmo mês, pela semifinal da competição, nos Emirados Árabes Unidos.

Veja abaixo o comunicado de imprensa do Boca Juniors declarando o pedido junto a Conmebol:

"O Club Atlético Boca Junior realizou neste domingo uma representação formal a Conmebol para solicitar que a final da Copa Libertadores possa ser disputada em condições de igualdade, tal como acordado entre os presidentes das entidades sul-americanas, de Boca Juniors e River Plate, em acordo firmado no sábado, no estádio Monumental de Núñez. Na referida tarde o presidente do Boca Juniors solicitou postergar a partida pelo incidentes e se estabeleceu como prioridade que o mesmo possa ser disputado em igualdade de condições. Logo os atos de violência sofridos nas imediações do estádio, deverão ser constatados a magnitude das gravidades e também as consequências que esta gerou no plantel. O Boca considera que essas condições não estão sendo dadas e solicita a suspensão da partida, assim como a aplicação das sanções correspondentes previstas no Artigo 18, para que a Conmebol atue na consequência".