Depois de conseguir chegar a um acordo na redução dos salários de seus jogadores e comissão técnica, o Internacional avisa que não irá ao mercado antes de uma melhora na situação do futebol no Brasil; isso mesmo, após conseguir congelar o pagamento de direitos de imagem por três meses e adiá-los para janeiro de 2021, o Colorado praticamente fechou suas portas para possíveis novos reforços.

O clube poderá voltar ao mercado caso consiga vender um de seus jogadores - isso seria então, para repor a perca e não para somar ao atual elenco comandando por Eduardo Coudet. A ideia de não voltar ao mercado da bola em busca de novos reforços, se faz por dois motivos:

Primeiro: Sem jogos e sem bilheteria, falta ao clube recursos para tal, onde o Inter estima uma perca na casa R$ 100 milhões por causa da pandemia do novo Coronavírus.

Marcelo Medeiros - presidente do Internacional.
Marcelo Medeiros - presidente do Internacional.

Segundo: O clube busca renegociar pagamentos a fornecedores e dívidas bancárias, proibindo assim, a todos os seus vices-presidentes a firmar novos acordos - sejam eles de qualquer espécie.

Se não bastassem esses dois importantes motivos, a direção também vê o relacionamento com o grupo de jogadores, achando injusto e desleal com o elenco atual investir em novos reforços logo após chegar a um acordo de redução de salários para conseguir aliviar os gastos em meio a essa crise.

Em meio ao corte de despesas, o Colorado espera conseguir negociar alguns de seus jogadores para fazer fluxo de caixa. Mesmo já admitindo em outras ocasiões que poderia esperar para 2021 para negociar seus atletas; ao Inter não caberá essa espera, até porque com a paralisação o clube necessita de alguma forma colocar dinheiro em seus cofres, ainda mais em época de euro "nas alturas", batendo a casa dos R$ 6,00.

Ainda em férias até essa quinta-feira - 30 de abril, o Inter não confirmou se voltará as atividades no CT Parque Gigante e aguarda por uma definição dos órgão de saúde para tal.