Inter prevê queda de receitas e atrasos de salários com o impacto do Coronavírus

A direção do Internacional mesmo remotamente, busca soluções para não ter um prejuízo ainda maior com a pandemia que assola nosso planeta.

Por Müller
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Com o impacto financeiro com a suspensão do calendário futebolístico por causa da pandemia que ataca o planeta, o Internacional diz estar se preparando para enfrentar uma séria crise em seus cofres nos próximos meses e para tentar amenizar um pouco os possíveis prejuízos, estuda buscar soluções.

Com um cenário incerto no calendário nacional e sul-americano, o Colorado, assim como a grande maioria dos clubes brasileiros, suspendeu os treinamentos e reduziu ao máximo o número de funcionários no Centro de Treinamentos do Parque Gigante e também no Beira-Rio.

Mesmo assim, a direção do clube segue trabalhando - mesmo que remotamente, ou seja, em casa, via online e através de reuniões de videoconferência, traçam planos estratégicos para a redução de despesas em todos os departamentos. Até segunda ordem, está proibido firmar novos contratos, mesmo que de jogadores ou com fornecedores e manutenção até que a situação volte ao seu normal.

Em paralelo a tudo isso, o Inter conversa com alguns clubes da Série A para garantir a existência do calendário a partir do segundo semestre de 2020; assim como destaca o vice de futebol do clube - Alessandro Barcellos, dizendo que o momento é de união entre todos para assegurar a realização do Campeonato Brasileiro e da continuidade da Copa do Brasil - sem comentar a respeito da Libertadores.

"Existe um movimento entre os clubes, conversando entre si, pensando em calendário. Provavelmente não vai se conseguir jogar turno e returno. Objetivo ainda assim é tentar manter a Copa do Brasil e o Brasileirão. Minimamente. Se nem isso garantimos, vai ser difícil cumprir os pagamentos - inclusive de salários", disse ele, em entrevista ao site "globoesporte.com".

Beira-Rio ao fundo.
Beira-Rio ao fundo.

A direção colorada consegue garantir o pagamento dos salários de forma integral do mês de março - a serem pagos em abril, porém, não garante a mesma fórmula para o restante da temporada.

Para Barcellos, o fluxo de caixa do clube passa basicamente pelos jogos em casa, com estimativa de arrecadação de R$ 18 milhões com bilheteria neste ano. Além disso, o dirigente se mostra preocupado com a possível inadimplência de associados - algo que será praticamente inevitável com a crise financeira prevista para os próximos meses em todo o mundo. Para esse quadro, o Inter projeta receber R$ 89 milhões com seu associado.

"Obviamente que irá complicar. Primeiro, a gente não sabe quando volta; dependemos de receitas ordinárias. Temos que jogar para receber. Se não joga, diminui muito. E as contas todas estão chegando. Vamos conseguir pagar esse mês. Se não voltar, nós iremos ter que repactuar. Já estabelecemos um plano de redução de despesas em todas as pastas. Qualquer tipo de novo contrato, compras, produtos, manutenção, estão proibidos", afirmou ele.

O coronavírus para os colorados também afetará na comercialização de produtos licenciados. O clube projeta perder de um a dois meses de vendas de camisas e uniformes, porém, tem a expectativa de recuperação desta queda até o final do ano. O acordo do clube com a Adidas prevê que o Inter só receba 27% do valor de vendas referente a royalties.

No entanto, a principal consequência virá do mercado internacional. Uma vez que o calendário está paralisado em todo o mundo; o colorado projeta que a próxima janela de transferências seja de poucos negócios, onde o planejamento inicial era de receber R$ 95 milhões com vendas de jogadores.

Nesta sexta-feira, o Inter começará a receber seus atletas no CT Parque Gigante - em pequenos grupos para exames e vacinação contra a gripe e o H1N1.

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