Em uma decisão histórica que avançou a madrugada de quinta-feira, o Conselho Deliberativo do Sport Clube Internacional declarou através do voto a inelegibilidade de quatro ex-dirigentes do clube - entre eles o ex-presidente Vitorio Piffero.

Além de Piffero, também não poderão concorrer a cargo algum dentro do Internacional pelo período de 10 anos, o ex-vice de finanças - Pedro Affatato; o ex-vice de patrimônio - Emídio Ferreira e o ex-vice de administração - Alexandre Limeira. Todos esses foram considerados culpados pelas irregularidades na última gestão - 2015/2016.

O quarteto além de não poderem participar de eleição alguma pelo período já acima citado, também ficam impedidos pelo mesmo período de qualquer atividade dentro de outras entidades desportivas profissionais, conforme o regulamento do "Profut".

A sessão que declarou os ex-dirigentes colorados culpados pelas irregularidades na última gestão iniciou às 20h desta última quarta-feira e nela foram colocadas todas as provas e contraprovas do caso, onde os acusados também tiveram o direito de resposta por 30 minutos.

O ex-presidente Vitorio Piffero sustentou que não era sabedor das irregularidades nas vice-presidências, onde segundo ele, é praticamente impossível o mandatário ficar por dentro de tudo que se passa no clube e ainda garantiu não haver provas contra ele.

"Não existe como um presidente ter conhecimento de tudo. A acusação diz que eu conhecia os fatos. Tem que provar isso. Não sou eu que tenho que provar que não sabia. Inexistem nos autos atos ou fatos que desabone a minha conduta a frente do clube. Não tem uma vírgula a meu respeito", declarou Piffero.

Após ouvir ainda Alexandre Limeira (salientando que os outros dois réus não compareceram) os 221 conselheiros presentes na sessão votaram pela aprovação, por maioria, de gestão temerária e irregular da direção que comandou o clube no biênio de 2015/2016. A votação foi feita através de cédulas, onde cada membro do conselho pode responsabilizar os citados individualmente.

Essa decisão é histórica no país, visto que é a primeira vez que um "Conselho Deliberativo" age como um órgão julgador no país.