Piffero e mais três ex-dirigentes do Inter ficam inelegíveis por 10 anos.

Essa decisão é histórica no país, visto que é a primeira vez que um “Conselho Deliberativo” age como um órgão julgador no país.

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Em uma decisão histórica que avançou a madrugada de quinta-feira, o Conselho Deliberativo do Sport Clube Internacional declarou através do voto a inelegibilidade de quatro ex-dirigentes do clube – entre eles o ex-presidente Vitorio Piffero.

Vitorio Piffero - ex-presidente do Internacional.Vitorio Piffero - ex-presidente do Internacional. Foto: Eduardo Deconto.

Além de Piffero, também não poderão concorrer a cargo algum dentro do Internacional pelo período de 10 anos, o ex-vice de finanças – Pedro Affatato; o ex-vice de patrimônio – Emídio Ferreira e o ex-vice de administração – Alexandre Limeira. Todos esses foram considerados culpados pelas irregularidades na última gestão – 2015/2016.

O quarteto além de não poderem participar de eleição alguma pelo período já acima citado, também ficam impedidos pelo mesmo período de qualquer atividade dentro de outras entidades desportivas profissionais, conforme o regulamento do “Profut”.

A sessão que declarou os ex-dirigentes colorados culpados pelas irregularidades na última gestão iniciou às 20h desta última quarta-feira e nela foram colocadas todas as provas e contraprovas do caso, onde os acusados também tiveram o direito de resposta por 30 minutos.

O ex-presidente Vitorio Piffero sustentou que não era sabedor das irregularidades nas vice-presidências, onde segundo ele, é praticamente impossível o mandatário ficar por dentro de tudo que se passa no clube e ainda garantiu não haver provas contra ele.

“Não existe como um presidente ter conhecimento de tudo. A acusação diz que eu conhecia os fatos. Tem que provar isso. Não sou eu que tenho que provar que não sabia. Inexistem nos autos atos ou fatos que desabone a minha conduta a frente do clube. Não tem uma vírgula a meu respeito”, declarou Piffero.

Alexandre Limeira.Alexandre Limeira. Foto: Eduardo Deconto.

Após ouvir ainda Alexandre Limeira (salientando que os outros dois réus não compareceram) os 221 conselheiros presentes na sessão votaram pela aprovação, por maioria, de gestão temerária e irregular da direção que comandou o clube no biênio de 2015/2016. A votação foi feita através de cédulas, onde cada membro do conselho pode responsabilizar os citados individualmente.

Essa decisão é histórica no país, visto que é a primeira vez que um “Conselho Deliberativo” age como um órgão julgador no país.

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