Depois de uma quarta-feira agitada nos bastidores do Beira-Rio, onde o Internacional demitiu aproximadamente 60 funcionários - entre eles alguns ídolos do futebol, Giovane Zardo - CEO Colorado, em entrevista ao site "GE" falou sobre a real situação do clube.

"Um dia extremamente complicado para o clube. Demitir pessoas num cenário difícil como estamos enfrentando. Mas a única forma de entregar esse clube equilibrado ao final de 2021 é passando por medidas duras. Para que a gente entre o clube conforme projetamos, com superávit de R$ 194 mil. É preciso adoção de medidas mais drásticas e mais duras. São medidas que não agradam a ninguém. Tentamos alternativas. Estamos trabalhando em diversas frentes, investimentos, renegociações de contratos, de suprimentos. Tudo isso está sendo trabalhado, mais foi necessária essa medida mais dura", declarou o dirigente.

Com tais medidas, o Inter espera ter uma economia mensal de R$ 833 mil com as demissões e de R$ 10 milhões em um ano. Além dessas tomadas na última quarta-feira, outras decisões do tipo deverão ocorrer ainda em 2021, onde o Colorado projeta reduzir despesas entre R$ 40 a R$ 50 milhões até dezembro deste ano para se adequar a queda de receitas.

Neste pacote, o colorado também reduziu a folha salarial do futebol em R$ 2 milhões, conforme ele mesmo explica:

"Desde o início do ano, algumas ações tem sido tomadas nesse sentido. Renegociações de contratos com fornecedores, equalização dos nossos investimentos à realidade do nosso fluxo de caixa. Atacar de forma muito forte a questão de suprimentos e contratos. E também uma redução de colaboradores e realinhamento no grupo de atletas. Alguns saíram, foram acordados. Nesse sentido", finalizou.

Vendas de jogadores

Ainda para ajudar o clube nesta readequação financeira, o Inter espera vender alguns de seus jogadores, onde projeta receber algo em torno de R$ 90 milhões em vendas até dezembro de 2021.