Com mais sete dias de contrato vigente com o clube gaúcho, o executivo se antecipou ao final de seu ciclo no Inter e nesta última quarta-feira anunciou sua saída do Beira-Rio através de uma nota oficial. Em seu depoimento, o profissional agradeceu a dirigentes, treinadores e jogadores, além de fazer uma breve avaliação quanto ao seu trabalho realizado no Internacional.

"Cheguei aqui em maio de 2018, no âmbito esportivo, onde passamos a ser competitivos em tudo o que disputamos. Sabemos que faltou a conquista, mas o Inter está hoje mais próximo dos títulos. Saio com sentimento de ter honrado o compromisso proposto lá em 2018. Saio com a consciência tranquila de ter preservado os interesses do clube. Tenho a certeza que o Inter seguirá a sua evolução. Com a base desse elenco, mais os jovens, tem totais condições de seguir lutando até o final do Campeonato Brasileiro", disse ele em seu pronunciamento.

Alessandro Barcellos confirma acerto com o novo executivo do clube

O recém eleito presidente do Internacional após Rodrigo Caetano anunciar a sua saída, confirmou para o lugar então vago, o acerto com Paulo Bracks - que desempenha atualmente a mesma função no América-MG; ele assinará com o Colorado assim que a nova administração assumir o cargo, a partir do dia 1º de janeiro de 2021.

Voltando a Rodrigo Caetano

Antes dado como praticamente certo no São Paulo, hoje o profissional aqui em questão deixa o Inter com seu futuro incerto, visto que o Tricolor Paulista recuou nas conversas após rejeição do nome de Rodrigo Caetano por parte da nova direção do clube paulista. Algo por ele comentando em sua despedida do Inter

"Após realmente o meu desligamento, vou pensar no novo projeto. Não tenho nada acertado. Agora, é natural que possa ter algum tipo de convite. Vou analisar somente a partir do dia 1º de janeiro. Nunca tive nada acertado com o São Paulo ou qualquer outro clube", disse ele.

Para finalizar, Caetano falou sobre possíveis desavenças com o ex-técnico do Inter - o argentino Eduardo Coudet

"Não entendo. A saída do Coudet não dependeu do clube e tampouco de qualquer pessoa daqui. Não entendo por que essa avaliação. Nós quando fomos contratá-lo, e eu fui mais de uma vez, fomos com projeto de dois anos. Todas as minhas manifestações foram defendendo os interesses do clube e não das pessoas. Seguindo as diretrizes da diretoria estatutária. Minha relação com Coudet sempre foi excelente. A gente troca mensagens, nos falamos várias vezes desde que ele chegou lá. Mas ele teve um desejo pessoal, eu tentei que ficasse. Creditar a diretoria a não permanência de um profissional quando ele propõe a saída não traduz a realidade", encerrou.

Desde 2018 no Inter, Rodrigo Caetano durante esse período teve duas sondagens para deixar o clube; a primeira no final de 2018, quando o Atlético-MG o procurou, mas preferiu permanecer em Porto Alegre e em dezembro do ano passado, pelo Palmeiras, que fez uma proposta ao profissional que novamente escolheu o Inter e com isso cumpriu com que disse quando assumiu - que iria cumprir com seu contrato e o fez.