Um dos principais objetivos do presidente do Grêmio, Romildo Bolzan Jr, era ajustar o clube financeiramente para poder concretizar a compra da Arena. O projeto, que era para ser finalizado em 2019, ficou para 2020 e pode ser adiado por mais tempo, ficando para 2021, devido à paralisação do sistema judiciário por conta da pandemia do novo Coronavírus.

Quem confirmou esta situação foi o próprio presidente gremista, em entrevista à RBS TV. O mandatário tricolor afirmou que a paralisação teve efeito em várias áreas, e mesmo com a situação muito bem encaminhada, o Ministério Público deve atrasar o andamento das negociações.

Segundo o presidente gremista, já há um acordo entre Grêmio, OAS (Construtora do estádio) e Karagounis pelo negócio. Entretanto, a oficialização depende de uma nova ação movida pelo MP sobre a conclusão das obras do entorno do estádio. O órgão ainda não reconhece o clube como parte do processo judicial.

"Prefeitura, OAS, Grêmio, Karagounis, todas essas partes acertaram o ajuste final. Mas isso depende do MP, que é o titular de uma cobrança das ações. Quando essas ações forem aceitas, as coisas vão andar. Isso vai atrasar um pouco mais. Tínhamos ideia de que poderíamos chancelar (a compra) durante o ano. Mas não sei se será possível. Até mesmo o judiciário está fechado." teme o presidente.

Tratativas por compra da Arena estão paralisadas. (Foto:Divulgação)
Tratativas por compra da Arena estão paralisadas. (Foto:Divulgação)

As negociações pela compra da gestão da Arena vem desde 2014, quando o então presidente Fábio Koff, anunciou que tinha chegado a um acordo para a compra parcial da gestão do estádio, e até hoje, o clube paga R$1,75 milhão por mês para que os sócios possam entrar no jogos com exclusividade.

Recentemente, o clube avançou nas conversas e fez uma proposta à OAS para assumir as obras do entorno da Arena e o pagamento do financiamento da empreiteira com os bancos. A diretoria diz ter um acerto para pagar R$ 113 milhões em vez dos R$ 200 milhões originais pela compra da gestão.

Desse total, R$ 53 milhões virão de empréstimos bancários com pagamentos mensais pelos próximos seis anos. Os outros R$ 60 milhões sairão da venda da área do estádio Olímpico.