Kannemann demonstra insatisfação com demissões: "Dá raiva"

Em entrevista coletiva, o zagueiro declarou de forma enfática que as demissões em massa geraram desconforto interno no clube.

Por Talis Andrey de Mello
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A manhã desta sexta-feira foi muito agitada no CT Luiz Carvalho, em Porto Alegre. Após as demissões em massa noticiadas e divulgadas nesta semana pelo Grêmio, a entrevista coletiva do zagueiro Walter Kannnemann fez com que todas as decisões tomadas pelo clube ficassem ainda mais sob questionamentos por parte da torcida e da imprensa.

Logo no início, o jogador fez questão de demonstrar sua insatisfação com as demissões nos setores internos. Segundo ele, as pessoas que foram demitidas do clube faziam diferença na postura da instituição, e deram lições ao mesmo:

"Estou muito triste e chateado com o que tem acontecido, com a saída e o jeito da saída de pessoas que deram muito pelo Grêmio. Foram 10, 15 anos de Grêmio. Sempre pensaram no clube, na camisa, em tentar fazer o melhor pelo Grêmio. É muito triste. Pessoas que sempre pensaram no clube antes do pessoal. Mostrar meu respeito e agradecimento e desejar a força para que continuem, são grandes profissionais." disse, antes de completar:

"Dá raiva também pessoas que saem que desde o primeiro momento que cheguei, mostraram o sentimento de ser gremista, a moralidade de ser gremista, o jeito de se comportar, trabalhar e a união. Dá raiva, algumas pessoas como essas ter de sair, e outras que não posso falar o mesmo, que trabalham do outro lado, que cada atitude que tomam não representam essa camisa. Vem acontecendo faz tempo. Não considero uma mudança normal, com pessoas que deram tanto pelo clube. Acontece, o clube vai continuar. Mas não queria deixar de passar isso que aconteceu e vem acontecendo faz um tempo." disparou Kannemann.

Kannemann concedeu entrevista coletiva nesta sexta-feira. (Foto:Eduardo Moura)
Kannemann concedeu entrevista coletiva nesta sexta-feira. (Foto:Eduardo Moura)

Mesmo com tudo isso, o zagueiro gremista fez questão de deixar claro que o clube segue na briga por títulos em 2020, mas que algumas decisões tomadas pelo clube não correspondem a vontade da maioria:

"Um aqui para conseguir títulos, como temos conseguido, para manter o nível e brigando lá em cima, não é só trabalhar e dar o máximo. É se doar dia a dia. Não é só cumprir horário, tem que colocar o "plus". E essas pessoas colocavam. Ficamos tristes com pessoas que saem e e outras que não colocam esse "plus" continuam. São coisas que não podemos deixar passar." criticou.

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