OPINIÃO: A camisa pesou e ajudou o Grêmio na Libertadores

Após sair em desvantagem, o Grêmio soube ser copeiro, e fazer valer a sua tradição para conseguir uma vitória absolutamente heroica.

Por Talis Andrey de Mello
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Alguns clubes tem a fama de se tornarem ainda maiores nos momentos decisivos da temporada. Um clube apenas no futebol brasileiro tem o apelido de "imortal". Não por acaso, a confiança de grande parte da torcida gremista antes da partida da última terça-feira estava intacta ou ainda maior depois de perder a primeira partida por 1x0, em casa.

Além de carregar uma tradição inexplicável em sua história, o Grêmio faz com que mesmo em situações completamente adversas, sua alma entre em campo e ajude consideravelmente a reverter estes resultados. A tradição copeira, que reverbera ainda mais desde a chegada de Renato Gaúcho, foi estendida para todo o Brasil ver em um varal alviverde. E celebrada em uma vibração fora do comum entre 2,2 mil gremistas e os jogadores, protagonistas do feito.

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Neste embalo, o Grêmio se tornou o maior semifinalista da Libertadores entre os clubes brasileiros, ao lado do São Paulo. Fez a vitória de número 101 na competição, a maior diante dos clubes do país. Ganhou do Palmeiras pela primeira vez na história dentro do Pacaembu. Virou pela primeira vez uma derrota em mata-mata sofrida dentro de casa. Voltou a bater o Verdão na capital paulista depois de 11 anos.

Resta para aqueles que não acreditavam em uma virada do Grêmio, como diz Jean Pyerre, seguir torcendo contra. O Tricolor segue vivo e a três jogos do Tetra da Libertadores. O elenco volta a treinar nesta quarta-feira, no CT do São Paulo. O próximo adversário é justamente o clube paulista, no sábado, pelo Brasileirão. Por isso, me permito afirmar: Não duvide do Grêmio, pois a camisa pesa.

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