Miller Bolaños não faz mais parte do quadro de atletas do Grêmio; nesta última sexta-feira a direção gremista anunciou a venda em definitivo do atacante ao Tijuana, do México - o clube mexicano desembolsou US$ 3,2 milhões pelo jogador. Desses US$ 3,2 milhões, o Grêmio terá direito a apenas 70% do valor, visto que os demais 30% pertencem ao Emelec, que vendeu o jogador ao Grêmio em 2016.

Bolaños não estava mais no clube desde o fim de agosto do ano passado, quando foi emprestado ao time mexicano por conta de alguns boatos criados em relação ao seu nome, que até mesmo circularam em redes sociais e grupos de WhatsApp, durante o período em que se recuperava de uma lesão no púbis.

Nesses nove meses longe do Grêmio, Bolaños atuou em 33 partidas pelo time mexicano, onde o atacante marcou nove gols. Com um desempenho considerado satisfatório pela direção do Tijuana, a mesma decidiu então ficar com o jogador e começo a negociar com o Grêmio - a primeira oferta não agradou ao tricolor gaúcho, que não aceitou a mesma, porém uma nova foi apresentada e por fim a transação foi concluída nesta semana.

Pelo Grêmio, Miller Bolaños foi campeão da Copa do Brasil - em 2016. Mesmo assim, o jogador pediu para sair na metade da temporada passada. O equatoriano também ficou marcado pela cotovelada recebida por William, no Grenal do Gauchão de 2016 - aonde veio a fraturar a mandíbula e precisou passar por um longo processo de recuperação. Na temporada seguinte, Bolaños foi um dos artilheiros do Gauchão, mas devido a várias lesões e pelos boatos extracampo, seguiu seu caminho longe do Grêmio.

O atacante equatoriano chegou ao Tricolor pelas mãos do ex-executivo de futebol do clube - Rui Costa e pelo investidor gremista - Celso Rigo, que na época emprestou ao clube gaúcho R$ 20 milhões para a aquisição do jogador, que pelo clube disputou 46 partidas e marcou 15 gols.