Renato Gaúcho solta o verbo contra procurador do TJD-RS

Se punidos forem, o treinador e o zagueiro do Grêmio poderão pegar de uma a seis partidas de suspensão. O caso deverá ir a júri na próxima semana se tudo andar dentro da normalidade.

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O técnico Renato do Grêmio não gostou nada da denúncia do Tribunal de Justiça Desportiva do Rio Grande do Sul. O TJD-RS denunciou Renato Gaúcho e Kannemann por terem forçado o terceiro cartão amarelo na primeira partida da semifinal do Campeonato Gaúcho, contra o Avenida, de Santa Cruz do Sul.

O técnico tricolor ao saber da denúncia insinuou que o procurador Renan Eduardo Cardoso, seja Colorado, comparando ainda o caso com o Big Brother. Diferentemente do mandatário gremista – Romildo Bolzan Júnior, que usou um tom mais cauteloso, Renato falou o que lhe passou na cabeça.

Renato Gaúcho - treinador do Grêmio.Renato Gaúcho - treinador do Grêmio.

“Eu não posso ser responsabilizado se os colorados estão sofrendo com o sucesso do Grêmio. A pessoa que me denunciou é totalmente colorada. Se ela está triste, ela que cobre o clube dela. Existe um programa de TV que se chamam Big Brother, no qual dão cinco minutos de fama para algumas pessoas. Se vocês quiserem dar para essa pessoa, dêem. Eu não”, disparou o treinador gremista.

Renan Eduardo Cardoso – Procurador do TJD-RS enquadrou Renato Gaúcho e Kannemann no artigo 258 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva, que sita o seguinte: “assumir qualquer conduta contrária a disciplina ou a ética desportiva”, através da entrevista concedida pelo técnico no último domingo, ao qual ele mesmo confirmou que pediu ao zagueiro para tomar o terceiro cartão amarelo. Com o cartão, Kannemann cumpriu suspensão automática no segundo jogo das semifinais, assim estará ele livre para jogar as partidas da grande final do Gauchão.

Em entrevista ao site “globoesporte.com”, o procurador disse que é difícil provar algo, até porque os jogadores forçam mesmo o terceiro cartão amarelo quando lhes convém – mas é uma atitude antidesportiva.

“Esse tipo de infração é normal no futebol, mas de difícil prova. Até porque todos sabem que diversos jogadores forçam o amarelo quando convém. Mas é uma atitude antidesportiva, antiética, mas não se consegue provar. Mas no momento que o comandante vai e diz que mandou; desta forma a “Procuradoria” não tem como se calar”, declarou Cardoso.

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