Com novo contágio do Coronavírus por parte do técnico Vanderlei Luxemburgo, um alerta foi ligado no futebol; principalmente no Brasil. Assim como o ex-treinador do Palmeiras, diversos outros profissionais do futebol têm apresentado diagnósticos positivos do vírus pela segunda vez; principalmente jogadores.

A internação de Luxemburgo em um hospital do Rio de Janeiro nesta última terça-feira por conta de novo contágio do vírus em questão deixou médicos e equipes com a certeza de que mesmo alguns elencos já tendo sido contaminados em sua grande maioria pela COVID-19, esses não estão livres de passarem novamente pelo mesmo problema.

Testes positivos por mais de uma vez numa mesma pessoa

Está cada vez mais comum no futebol brasileiro, jogadores serem detectados de forma positiva com o Coronavírus, no entanto, não se pode dizer que se trata de uma reinfecção, mesmo sendo possível.

Em entrevista recente ao jornal "Estadão", o diretor da Sociedade Brasileira de Infectologia - Estêvão Urbano, diz que para se confirmar uma reinfecção, seria necessária a realização de um exame detalhado para cada um desses casos, porém, nem sempre esse tipo de trabalho pode ser feito.

"Para comprovar a reinfecção, teria de guardar o vírus da primeira infecção e comparar com o novo vírus. É preciso ter um banco de vírus, até para saber se é o mesmo tipo de Coronavírus que infectou a pessoa na segunda vez. É um trabalho bastante sofisticado. O diagnóstico exato de reinfecção exige critérios mais rigorosos. Há poucos casos publicados e reportados", declarou o profissional na área.

Com um alerta de que nas próximas semanas os jogadores que já apresentaram testes positivos para a COVID-19 possam novamente estarem infectados, e com isso novamente desfalcarem seus times por conta dos protocolos de saúde, a CBF registrou que em sua grande maioria esses atletas estariam testando positivo para a doença por conta de alguns fragmentos da doença e esse contágio está sendo passado de um time para outros durante as partidas.

"Às vezes são partículas virais presas no nariz do indivíduo que são pegas pelo exame de PCR. São resquícios da COVID-19. Não necessariamente é uma reativação do vírus. Possivelmente é um fragmento que ficou no corpo. O exame de PCR é tão sensível, tão efetivo, que mesmo se encontrar um pedaço do vírus que não causa a doença, o resultado será positivo", comentou o infectologista.

Para finalizar, o mesmo declarou o seguinte:

Todos os jogadores têm que continuar sendo testados continuamente, porque pode ter esse risco, sim, de testar positivo novamente".