A Confederação Brasileira de Futebol tem um "novo" presidente. Trata-se de Rogério Caboclo, que assume a entidade com o aval da FIFA e com um desafio enorme; o de sair da sombra de Marco Polo Del Nero.

Já a frente da CBF, visto que o mesmo era até então um dos diretores máximos da entidade, Caboclo começa nesta terça-feira oficialmente o seu primeiro dia de mandato como o chefe máximo da CBF. O paulistano de 46 anos foi eleito presidente há um ano - em abril de 2018, após o então presidente Marco Polo Del Nero ser banido do futebol pela FIFA.

O mandato do novo presidente que inicia nesta terça-feira - 09 de abril de 2019, terá validade até abril de 2023, com a possibilidade de reeleição. Além de Caboclo, oito vices assumem no dia de hoje:

- Ant√īnio Aquino Lopes - presidente da Federa√ß√£o do Acre;

- Antonio Carlos Nunes - ex-presidente da CBF;

- Castellar Guimarães - ex-presidente da Federação Mineira;

- Ednaldo Rodrigues - ex-presidente da Federação Baiana;

- Fernando Sarney - vice-presidente da CBF desde 2004;

- Francisco Noveletto - presidente da Federa√ß√£o Ga√ļcha;

- Gustavo Feijó - vice-presidente da CBF desde 2014;

- Marcus Vicente - ex-presidente da Federação do Espírito Santo.

Mesmo tento Caboclo a frente da CBF no √ļltimo ano, quem realmente era o "presidente" com a exclus√£o de Del Nero do futebol, era Antonio Carlos Nunes - mais conhecido por "Coronel".

O novo presidente da Confedera√ß√£o Brasileira de Futebol √© da mesma gera√ß√£o do presidente da FIFA - Gianni Infantino e da Conmebol - Alejandro Dom√≠nguez. Ambos assim como Caboclo, tamb√©m substitu√≠ram dirigentes que tiveram seus mandatos interrompidos por den√ļncias de corrup√ß√£o.

Al√©m de sair das "saias" de Del Nero, os dirigentes das federa√ß√Ķes esperam tamb√©m que Rog√©rio Caboclo anuncie mudan√ßas importantes ainda nesta ter√ßa-feira, em seu discurso de posse. A posse de Caboclo como novo presidente da FIFA tamb√©m √© aguardada pela Conmebol e pela FIFA, que n√£o suportavam conviver com a incomum situa√ß√£o do futebol brasileiro, visto que nos √ļltimos anos o Brasil n√£o tinha mais representante nas reuni√Ķes dessas outras entidades, uma vez que a pessoa que comandava a CBF n√£o viajava para o exterior para evitar ser preso.