CONMEBOL pode tomar medidas para evitar que a crise na Venezuela afete a Libertadores e a Sul-Americana

Crise na Venezuela atinge também o futebol. Diversas alterações nos cronogramas das equipes participantes das competições realizadas pela CONMEBOL já geraram desconforto entre entidades.

Por Talis Andrey de Mello
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A CONMEBOL vive um fantasma com relações às suas competições nos últimos anos. A crise na Venezuela vem sendo protagonista de alguns contra-tempos nas competições continentais e medidas podem ser tomadas, caso o problema se perpetue.

Nesta temporada, o caos na infra-estrutura do país já implicou na interrupção na partida entre Zamora e Nacional-URU, graças à falta de energia elétrica. Além disso, já foram realizados os adiamentos de duas partidas, ambas com o Deportivo Lara.

Na primeira ocasião, o jogo contra o Emelec, foi adiado por falta de luz, e com isso, sem condições de realizar a partida naquele momento. Em outra situação, o clube não conseguiu voar à tempo para a partida contra o Cruzeiro, em Belo Horizonte, no último dia 13.

Com isso, há um forte temor de esse tipo de situação se repita, e acabe modificando de forma significativa o cronograma não só das equipes venezuelanas, mas como também as equipes estrangeiras que enfrentam sérias dificuldades de logística e alojamento.

Muitas dificuldades são encontradas na Venezuela. Itens básicos para a realização de partidas no futebol profissional são escassos, como isotônicos, ataduras e relaxantes musculares. Além disso, um episódio histórico no futebol sul-americano aconteceu no último dia 10, na partida entre Caracas e Zulia. 

Partida entre Caracas e Zuila foi marcante, diante da situação da Venezuela.Partida entre Caracas e Zuila foi marcante, diante da situação da Venezuela.

Com um consenso de que não havia condições para a realização da partida, jogadores das duas equipes concordaram em simplesmente não disputar a partida. Para não sofrer punições da Federação Venezuelana de Futebol, os times ficaram rolando a bola de um lado para o outro, sem se moverem.

Depois do jogo, o jogador Ricardo Andreutti, do Caracas, comentou o episódio:

– Não houve um ato de sensatez para suspender a rodada previamente pela falta de luz em todo o país, além de todos os problemas que havia de transporte, segurança e necessidades humanas normais. Estamos todos em uma situação muito, muito crítica, em que não se atendem as necessidades básicas dos seres-humanos. Não havia necessidade de jogar uma partida, ainda mais de futebol, em que se arrisca muito a integridade física. Não havia condições de segurança ou mesmo de saúde, caso acontecesse alguma lesão ou outra infelicidade no jogo.

Saba-se que a crise venezuelana vai de mal a pior nos últimos anos. Resta saber quanto tempo isso irá durar e como as coisas vão se desenrolar.

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