Governo carioca anuncia rompimento de contrato com concessionária que gere o Maracanã

Com o rompimento de contrato de gestão do Maracanã, Flamengo e Fluminense estão temporariamente sem estádio, visto que a dupla carioca tinha o estádio como seus locais de mando de campo - porém, o governo garante que os clubes não serão prejudicados.

Por Minha Torcida
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Flamengo e Fluminense estão "sem estádio", mas podem atuar no local. Segundo as últimas informações vindas diretamente do Rio de Janeiro, o governador do estado - Wilson Witzel anunciou na manhã desta segunda-feira o rompimento do contrato atual de concessão do Maracanã, o que desta forma invalida os contratos com os dois clubes acima citados. Deste jeito, o governo carioca volta a assumir o controle do complexo esportivo.

"Estamos neste momento retomando o Maracanã, sem qualquer prejuízo das partidas de futebol ou aos clubes. Vamos nos próximos 30 dias ter uma intervenção no estádio, por meio da secretaria e da Suderj, com uma missão que estou constituindo, para fazer uma retomada. Estaremos modulando uma permissão de uso até que façamos então uma nova concessão por meio de parceria público privada", declarou o governador.

O Maracanã voltará a ser gerido pelo Estado, até que uma nova parceria seja fechada.O Maracanã voltará a ser gerido pelo Estado, até que uma nova parceria seja fechada.

O cancelamento de contrato será publicada na edição desta próxima terça-feira do Diário Oficial. Com isso, a atual concessionária, gerida pela Odebrecht, tem até 19 de abril para deixar o estádio por completo. Ao anunciar tal decisão, o governador do Rio de Janeiro explicou o motivo que levou a tomar a atitude.

"O descumprimento de contrato, com o não pagamento da outorga por parte da concessionária, não nos permitiu manter o acordo, ainda mais com a dívida de R$ 38 milhões", declarou ele.

Witzel ainda informou que a ideia do governo é a construção de uma laje sobre a linha da Supervia, que passa bem próxima ao Maracanã, onde o governado declarou ter buscado inspiração no Hyde Park, em Nova York.

"Pode ser feito um estacionamento, hotel, shopping, preservando o Célio de Barros, Júlio de Lamare, Escola Friedenreich e o Museu do Índio. Já treinei no Célio de Barros e iremos manter tudo isso funcionando. Vou conversar com os clubes para que não ocorra o que aconteceu no clássico entre Fluminense e Vasco. Ficamos esperando a justiça decidir com 30 mil querendo entrar, e a polícia no meio dessa história", completou.

Ainda perguntado sobre os jogos da Copa América, Witzel finalizou dizendo que as partidas irão acorrer da mesma forma.

"Sem maiores problemas. Já conversei com o presidente da Conmebol, mantenho contato com ele, nada disso vai sofrer prejuízo. Estamos recuperando o estado do Rio. Estamos pagando os salários em dia", finalizou.

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