Mesmo publicando uma nota de repúdio pelos atos homofóbicos por parte de sua torcida, o Atlético-MG poderá ser denunciado pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva - STJD.

Os gritos que vinham das arquibancadas por parte do torcedor atleticano, poderão prejudicar o clube - os mesmos citavam o presidenciável Jair Bolsonaro para provocar a torcida do Cruzeiro com cunho homofóbico, no estádio do Mineirão, neste último final de semana pelo Campeonato Brasileiro.

Torcedores do Atlético-MG no Mineirão.
Torcedores do Atlético-MG no Mineirão.

Cientes do caso, a procuradoria-geral do STJD já manifestou que "o fato não passará em branco". O órgão federal diz que irá analisar as imagens e a súmula do árbitro da partida - Rafael Traci, para possivelmente denunciar o clube sobre o fato ocorrido.

O ato ocorreu durante o intervalo do clássico pela 25ª rodada do Campeonato Brasileiro, onde alguns dos torcedores do Atlético-MG provocaram os adversários com um grito homofóbico: "Cruzeirense, toma cuidado, o Bolsonaro vai matar viado".

Vale ressaltar que não existe nenhum artigo no Código Brasileiro de Justiça Desportiva que estabeleça punições para esse tipo de caso. Porém, a própria Procuradoria-Geral do STJD se pronunciou sobre o ocorrido.

"Estamos cientes do fato ocorrido. A Procuradoria repudia o ato e afirma que o caso não irá passar em branco. As imagens e a súmula serão analisadas para saber exatamente qual o artigo em que será enquadrado. É necessário aguardar o recebimento da súmula para análise e liberação da possível denúncia", declararam.

Se realmente for denunciado, o Atlético-MG será o alvo da Procuradoria-Geral do STJD, uma vez que mesmo identificando os torcedores que entoaram o grito, não são jurisdicionados ao órgão, assim sendo, quem responde pelos seus atos, é o próprio clube.