Em reunião em Zurique, FIFA promete radicalizar no mercado de jogadores

Novas regras que deverão ser apresentadas na reunião da FIFA no dia 28, visam melhorias no futebol, para assim evitar corrupção, suborno e lavagem de dinheiro.

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A FIFA promete radicalizar no processo de vendas e contratações de jogadores. De acordo com o site Terra, Ginni Infantino, presidente da FIFA estuda a possibilidade de acabar com a janela europeia de transferências em janeiro, tudo isso para que haja apenas uma janela de comercialização para o referido mercado.

A única janela de transferências europeias seria aberta no dia 1º de julho, fechando no início de agosto, antes do início das competições do velho continente. Segundo Infantino, essa ideia surgiu através da Federação Inglesa, que adotará essa medida no campeonato do país já a partir da próxima temporada.

Em conjunto, a FIFA pretende aumentar para até 7% a comissão a ser paga aos clubes formadores quando um jogador é vendido, com direito as federações nacionais formadores a também receberem uma parte deste valor. Além destas, Ginni Infantino ainda irá encaminhar mais 10 propostas ao Comitê de Partes Interessadas no Futebol, que irá se reunir na sede da entidade no próximo dia 28, em Zurique para analisar tais propostas.

O Comitê de Partes Interessadas no Futebol tem a função de assessorar e dar assistência ao Conselho da FIFA em assuntos que afetam a estrutura do futebol, questões técnicas e relações entre jogadores, clubes, federações, ligas e com a própria FIFA.

Ginni Infantino - Presidente da FIFA.Ginni Infantino - Presidente da FIFA.

Em um encontro com jornalistas em Cabo Verde no último sábado, Infantino declarou que a FIFA tem que assegurar que uma parte do dinheiro envolvido em uma transferência seja revertida ao clube e a federação que formaram o atleta.

“Temos que assegurar que de todo o valor envolvido em uma transferência do futebol, pelo menos uma parte – 5%, 6% ou 7%, seja revertido ao clube e a federação formadora do jogador. É algo que até hoje não acontece. Temos que mudar isso”, declarou o presidente da FIFA.

Além desta “distribuição”, o presidente da entidade máxima do futebol pretende regular as comissões pagas a agentes e implantar um teto salarial a todos os clubes de futebol, para assim evitar corrupção, lavagem de dinheiro e subornos.

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