Negociada recentemente ao grupo de investidores, a Williams não terá mais o comando de Claire Williams a partir do GP da Itália. Filha do fundador da escuderia, Claire voltou a afirmar que não tinha outra solução a não ser vender o time para assim garantir a continuidade da "marca" na Fórmula 1.

Claire que chegou ao time em 2001, assumindo a área de comunicação, dez anos depois foi nomeada para assumir o conselho da equipe como diretora comercial e de marketing, até assumir o comando da escuderia em 2013, após o primeiro ano ruim da Williams na F1. Logo em seu primeiro ano de gestão, conseguiu dar um salto com Felippe Massa e Valtteri Bottas como pilotos, atingindo na sequência dois anos o terceiro lugar no Mundial de Construtores - em 2014 e 2015.

No entanto, nos últimos anos a equipe voltou a ter uma queda - desta vez muito grande, aonde chegou em 2019 ser considerada a pior equipe do grid de largada. Em 2020, conseguiu uma pequena evolução, mas ainda não com os números esperados.

Desta forma, Claire Williams está se despedindo do comando da equipe, conforme ela mesma destaca:

"Tomei a decisão de me afastar da equipe para permitir a Dorilton um novo começo com os novos proprietários. Não foi uma decisão fácil, mas acredito ser a certa para todos os envolvidos. Tive um enorme privilégio de ter crescido nesta equipe e no maravilhoso mundo que é a Fórmula 1. Adorei cada minuto e serei eternamente grata pelas oportunidades que ele me proporcionou. Mas também é um esporte incrivelmente desafiador e agora ver o que mais o mundo reserva para mim. Mais importante, quero passar um tempo com minha família".

Em forte crise nos últimos anos, a Williams ainda não marcou nenhum ponto na temporada 2020, que terá sua 8ª etapa realizada neste próximo final de semana, no GP da Itália, no circuito de Monza.