A tradicionalíssima equipe de F1 Williams - está sendo adquirida por um grupo de investidores, onde segundo informações da chefe da escuderia - Clarie Williams, filha do fundador Frank Williams, a negociação é um alento para a equipe, garantindo com isso um longo prazo de existência.

Criada em 1969, a Williams em seus primeiros anos de existência utilizou chassis de outros fabricantes, até se tornar construtora já na década de 70. Em 1979, contando com investidores sauditas, a equipe inglesa passou a se tornar em uma das potências da categoria mais importante do automobilismo mundial, tendo ela conquistado em 1980 seu primeiro título de piloto e construtor - sagrando-se bi e tricampeã nos anos seguintes.

Títulos esses que viriam ainda em 1987 (Nelson Piquet), 1992 (Nigel Mansell), 1993 (Alain Prost), 1996 (Damon Hill) e 1997 (Jaques Villeneuve). Neste período a equipe foi campeã de construtores em 1986, 1987, 1992, 1993, 1994, 1996 e 1997 - tendo nesses anos intercalado uma parceria com a Honda e Renault.

Nos anos 2000 a 2005 a Williams conseguiu se manter competitiva, tendo ela a parceria da BMW e só finalizou com essa porque Frank Williams na época se recusou a vender sua equipe a montadora alemã e desde então iniciou um declínio, sendo ela hoje uma das piores no grid de largada.

Com a negociação confirmada, a Williams vê uma era ser finalizada, uma vez que seu fundador sempre disse que sua organização se manteria independente e "garagista" - sendo ela tocada em família.

No entanto, a venda ou a parceira com novos investidores não significa o fim da equipe, bem pelo contrário, poderá marcar o ressurgimento da mesma, uma vez que a Williams foi uma das primeiras a anunciar a assinatura do novo pacto de "Concórdia" - documento esse que rege as ações da categoria, garantindo assim a equipe por pelo menos até a temporada 2025 na Fórmula 1.