Com as cadeiras da Fórmula 1 sendo "modificadas" nos últimos dias com algumas trocas de pilotos pelas escuderias para a próxima temporada, a Alemanha, um dos países mais vencedor dos últimos anos, sendo que destes 23 títulos mundiais, 12 foram conquistados por pilotos do país em questão: Michael Schumacher, em 1994 e 1995 e 2000 a 2004; Sebastian Vettel, 2010 a 2013 e Nico Rosberg, em 2016; poderá nos próximos anos ter um novo ídolo; confirma comigo.

Mesmo com a Alemanha correndo o risco de não ter nenhum piloto no grid de largada em 2021 - se Vettel não acertar com nenhuma equipe após a sua despedida da Ferrari ao final desta temporada (que deverá iniciar em julho), quem sabem em 2022 poderemos ter um herdeiro germânico de volta a categoria.

Aqui falamos de Mick Schumacher - filho do heptacampeão Michael Schumacher, que aos 21 anos irá disputar a sua segunda temporada na Fórmula 2, com a equipe Prema. Lembrando que em 2019 venceu apenas uma corrida - o GP da Hungria, conquistando assim, seu único pódio até aqui, terminando a temporada passada na 12ª colocação no campeonato.

Mesmo assim, as chances dele vir a ocupar uma cadeira na Fórmula 1 nos próximos anos, são enormes, uma vez que ele é piloto da Academia da Ferrari e tem como seu agente, Nicolas Todt, o filho do presidente da FIA - Jean Todo - ex-chefe e amigo de seu pai.

Mick Schumacher - imagem: Planet F1
Mick Schumacher - imagem: Planet F1

Mas para que isso possa a vir a acontecer, Mick terá que demonstrar isso nas pistas e ter pelo menos em 2020, uma temporada muito superior a que teve em 2019, podendo com isso ocupar de início quem sabe, uma vaga na Alfa Romeu - que é uma espécie de "afilhada" da Ferrari.

Correndo com a pressão de um nome de respeito na categoria, o jovem piloto terá que saber gerir a si próprio, uma vez que ele é sabedor que os alemães esperam muito dele para seguir na Fórmula 1.

Voltando a Alfa Romeu, possível acento a ser ocupado pelo jovem piloto alemão nas próximas temporadas, a mesma tem acordo com a Ferrari, que lhe fornece a unidade motriz, transmissão e todo o conjunto mecânico traseiro. Em contrapartida, a escuderia suíça paga uma valor simbólico para ter todo esse equipamento, mas com a condição de aceitar um piloto indicado pela escuderia italiana.

Na temporada atual, Antonio Giovinazzi - de 26 anos será o responsável por ocupar essa vaga na Alfa Romeu indicado pela Ferrari - na verdade irá para a sua segunda temporada e em 2020 terá que mostrar serviço, se quiser permanecer na categoria. Assim sendo, se Mick Schumacher conseguir uma evolução na F2 e Giovinazzi não conseguir superar seus próprios números na Alfa Romeu, quem sabe a Alemanha poderá ter o filho de Michael Schumacher no grid da F1 em 2022.