Jean Tood, chefão da Federação Internacional de Automobilismo revelou neste último final de semana que está discutindo com seus pares a possibilidade de adotar novas regras para o teto orçamentário para as equipes de Fórmula 1. A mesma seria adotada em duas escalas.

Primeira: essa seria destinada as escuderias quem também são fornecedoras de motores e componentes, como é o caso da Mercedes, Ferrari e Renault - um orçamento mais alto;

Segunda: essa com um orçamento mais baixo, para quem compra as peças.

No entanto, a Ferrari já anda "chiando", uma vez que julga ser inviável baixar o orçamento além de um certo ponto.

Tood também revelou que uma nova reunião com as equipes nos próximos dias será realizada, onde será estudada uma possibilidade de redução gradual no teto orçamentário para que isso não cause um impacto muito grande e possa complicar o processo.

Jean Tood - chefão da FIA.
Jean Tood - chefão da FIA.

"Temos duas opções. Uma é de US$ 130 milhões com todas as exceções. A segunda é um plano passo a passo, com US$ 140 milhões no primeiro ano e após os US$ 130 milhões. Com exceções. Retirar os extras não é possível no momento. Portanto, mantemos o status, apenas com o teto inferior. Sem essa crise, seriam US$ 175 milhões. Agora estamos falando de um novo começo pós-crise", revelou ele.

Para completar, o presidente da FIA comentou não ser possível baixar demais o orçamento das equipes sob pena da Fórmula 1 perder o status de principal categoria do automobilismo.

"Se podemos obter um número razoável se esquecermos a Fórmula 1 de hoje e começarmos com uma folha de papel em branco. Mas com um limite de custo de US$ 50 milhões, sem exceções, nada seria como era. Seria uma Fórmula 1 completamente nova. Um Super Fórmula 2. Assim como a Fórmula 1 está estruturada no momento, um novo começo não é possível. Perderíamos muitas equipes, incluindo as grandes", finalizou ele.