Com a visita de representantes da Rio Motorpark - Consórcio vencedor da licitação para a construção de um autódromo em Deodoro - Zona Norte do Rio de Janeiro, em Abu Dhabi; os mesmos tiveram uma reunião com a cúpula da Liberty Media, promotora da categoria.

Foi renovada a exclusividade de negociação até março de 2020 e, segundo apuração do site "globoesporte.com", foi revelado que o valor da proposta para receber a prova é de cerca de US$ 60 milhões - algo próximo a R$ 252 milhões.

Vale ressaltar que Interlagos tem mais um ano de contrato para receber o GP do Brasil e fez uma proposta de US$ 20 milhões - três vezes menos para manter a prova em São Paulo.

Os representantes da empresa vencedora da licitação também tiveram um encontro com o hexacampeão mundial Lewis Hamilton, que fez duras críticas a construção de um novo autódromo no Rio de Janeiro devido ao impacto ambiental na Floresta do Cambota.

O objetivo do encontro foi mostrar um resumo do projeto - que no total tem 1.200 páginas ao inglês e convencê-lo de que existe um plano de reposição das cerca de 30 mil árvores que serão derrubadas no terreno. A lei estipula que, para cada árvore derrubada, outras seis serão plantadas. Foi informado a Hamilton que será feito um cinturão de árvores nas proximidades da pista.

Esteve presente nesta viagem aos Emirados Árabes o CEO do Rio Motorpark - JR Pereira, o senador Flávio Bolsonaro - atualmente sem partido e o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) - filhos do presidente da República, Jair Bolsonaro; onde os mesmos informaram ao CEO da Liberty Media - Chase Carey, que os estudos de impacto ambiental para construção do autódromo já foram entregues e aceitos pelo INEA - Instituto Estadual do Ambiente, o que significa que estão de acordo com as instruções técnicas e que a aprovação deve sair até meados do ano que vem. Isso possibilitaria o começo das obras - que está estimada em 14 meses para a sua conclusão.

Na última semana, a Secretaria de Esporte do Rio de Janeiro aprovou o projeto para a realização da prova por dez anos e liberou a captação de R$ 302 milhões em incentivos fiscais para que o Rio de Janeiro receba novamente o Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1 já a partir de 2021. Tal quantia significa R$ 151 milhões por evento, mas, como o valor anual começará a ser pago antes, não haverá estouro do limite de R$ 138 milhões por ano previsto pela Lei de Responsabilidade Fiscal. O valor será investido para pagar parte da taxa à Liberty Media para a realização da prova. A participação e o apoio do governo têm sido fundamentais em todo esse processo.

O Governador Witzel possui uma visão muito clara do quanto à vinda da F1 será benéfica para o estado, tanto em termos de geração de empregos quanto em atração de investimentos para o Rio de Janeiro, no entanto, tudo isso está trancado por hora no Ministério Público - do Rio de Janeiro, que investiga os contratos para ver se estão dentro do que a "lei" exige em seu regulamento de licitação.