O heptacampeão mundial de Fórmula 1 e atual campeão da categoria, segue com seu futuro incerto para 2021, ainda mais após pedir algo assustador a Mercedes para renovar seu contrato.

O Cavaleiro da Ordem do Império Britânico - Lewis Hamilton passa neste momento a viver algo estranho e impar em sua carreira como piloto de F1. Desde que estreou na categoria, em 2007, ele jamais ficou sem contrato, porém, desde o último dia 1º de janeiro, o mesmo está desempregado, visto que seu vínculo com a Mercedes venceu no último dia de 2020.

Segundo o jornal britânico "Express", Hamilton está jogando alto com a equipe alemão, apostando todas as fichas, com pelo menos três exigências para assinar um novo acordo e assim continuar na F1 na temporada 2021. Duas dessas envolvem números, sim, valores que assustaram a Daimler - empresa mãe da Mercedes que tem um trunfo em uma de suas mangas: George Russel - piloto da Williams que ocupou o cockpit de Hamilton quando esse esteve impedido de disputar uma das provas do calendário 2020 por conta do Coronavírus.

Salário de Lewis Hamilton na última temporada

Até 31 de dezembro de 2020, o piloto inglês recebia da Mercedes um salário na casa dos 47 milhões de euros por temporada - algo próximo a R$ 305 milhões; o mais alto de todos os pilotos que completaram o grid de largada no último ano.

Agora, segundo a revista francesa "Business Book GP", Hamilton pediu 40 milhões de euros - R$ 259,5 milhões; valor esse considerado alto demais pelos donos da equipe.

No entanto, aqui é que existe uma "pegadinha", pois os 7 milhões de euros de diferença, seriam compensados de outra maneira. Hamilton pediu além dos 40 milhões de euros, 10% do prêmio em dinheiro a ser recebido pela Mercedes em caso de conquista do Mundial de Construtores neste ano. Se levarmos em conta o prêmio em dinheiro recebido pela equipe na última temporada pela conquista deste título, onde a mesma embolsou 140 milhões de euros, Hamilton iria lucrar 14 milhões de euros, ou seja, 7 milhões de euros a mais que em 2020.

Terceira exigência

A última exigência do piloto inglês para renovar com a Mercedes para 2021 tem haver com algo além das cifras. O atual campeão da F1 quer ser uma espécie de embaixador do grupo, sendo ele uma "bandeira" da marca para projetos de sustentabilidade - aqui entenda carros elétricos da AMG - marca de alta performance da empresa alemã.

Por outro lado, a Mercedes está buscando reduzir gastos, em especial por conta da pandemia que fez com que as equipes da F1 sofressem com a perda de receitas. Só a marca alemã perdeu US$ 32 milhões a menos em comparação a temporada 2019.

Desta forma, se Hamilton acredita ter suas cartas para jogar, a Mercedes também guarda as suas em suas mangas e todos sabem de quem eu estou falando; já o inglês, conta com um dos acionistas da equipe para se manter na equipe em 2021 - aqui falamos do chefão Toto Wolff, que é amigo pessoal de Lewis Hamilton. Mesmo assim, seu nome mesmo aparecendo na lista provisória dos pilotos para a temporada 2021, seu futuro segue em aberto. Façam suas apostas!