Última proposta sugerida por Ferrari e RedBull não pegou nada bem pelos lados da Mercedes, que detonou as concorrentes sobre motores. O chefão da Mercedes - Toto Wolff em entrevista detonou as ideias sugeridas pela escuderia austríaca e italiana de que a Fórmula 1 deveria introduzir um sistema de "congelamento" de desempenho de motores a partir de 2022.

"Não acredito que alguém aceitaria tal humilhação. A F1 deve ficar muito, muito longe disso", declarou o dirigente máximo da Mercedes com relação à proposta sugerida por Ferrari e RedBull.

A categoria segundo os últimos relatos estaria avaliando um possível congelamento no desenvolvimento dos motores em 2022, a fim de permitir que a RedBull pudesse desta forma continuar usando as unidades de potência da Honda - que prometeu se retirar da F1 em 2021. Por sua vez, a Ferrari que não teve um ano nada satisfatório em 2020, revelou neste final de semana que não é contra essa possível medida, deixando assim, apenas a Renault em oposição contra a ideia.

Os chefes de Ferrari e RedBull - Mattia Binotto e Christian Horner, respectivamente, declararam que seria necessário um mecanismo para o desenvolvimento da unidade de força, garantindo com isso que não haja muita diferença entre o desempenho durante essa ideia proposta.

Mercedes contrária a ideia

Mediante a essa proposta, o chefe da Mercedes - Toto Wolff declarou que "não há lugar" na Fórmula 1 para esse tipo de coisa.

"Não vejo nenhuma diferença e acredito que isso seria o começo do fim. A unidade de potência não é medida apenas pela potência máxima, mas está sujeita a dirigibilidade, ao peso, ao resfriamento. A introdução de uma fórmula simples que se adapta a todos não é possível. Não é algo que a Mercedes apoiaria", declarou Wolff, que está a frequente da equipe alemã desde 2013.

Para completar, ele ainda disse que essa proposta é um "insulto".

"Tínhamos um sistema de tokens no passado quando os regulamentos foram publicados e, como alguns de nossos colegas desejavam que os tokens fossem removidos, concordamos com sua remoção. Agora esses mesmos colegas querem a ideia de volta. Honestamente, é um insulto. Quando você olha para os últimos anos e para o desenvolvimento do motor, a Ferrari foi claramente a mais potente em 2018 e, de longe, a melhor de 2019. Por esse motivo que não consigo compreender que qualquer fabricante de automóveis que confie em suas habilidades para desenvolver uma unidade de potência e um chassi queira algum tipo de mecanismo que "equilibre" as unidades de potência. Não acho que alguém aceitaria tal humilhação em público. A F1 deve ficar muito, muito longe disso", completou.