Fluminense deve fechar ano com dívida acima dos R$700 milhões

Mesmo com a venda de alguns jogadores, como o atacante Pedro, o Fluminense deve terminar o ano com mais de R$700 milhões de dívidas.

Por Talis Andrey de Mello
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Mesmo com a venda do atacante Pedro para a Fiorentina na última janela de transferências, o Fluminense deve fechar o ano vendo suas dívidas aumentarem ainda mais. Com a venda, que rendeu cerca de R$36,5 milhões pagos de uma vez só, o clube carioca continua com suas contas no vermelho.

Sendo dirigido por Mário Bittencourt desde junho deste ano, o Fluminense publicou o balancete referente ao terceiro trimestre de 2019- que, portanto, compreende os primeiros resultados da nova gestão desde a sua posse até setembro. Em linhas gerais, o Fluminense manteve custos baixos e conseguiu até mais receita do que adversários diretos, como o Vasco da Gama, mas continua a operar no vermelho. Entre janeiro e setembro, o clube registrou um prejuízo de R$ 5 milhões e viu dívidas passarem de R$ 700 milhões.

Balanço do terceiro trimestre de 2019.
Balanço do terceiro trimestre de 2019.

Se o Fluminense encerrar o ano em 16º lugar no Brasileiro, receberá R$ 11 milhões em dezembro e poderá pagar custos e dívidas. Da 17ª colocação para baixo, rebaixado para a segunda divisão, não teria direito a nada. A direção tricolor precisa evitar essa hipótese a todo custo.

Esse cenário torna a fuga do rebaixamento quase uma questão de sobrevivência. Praticamente toda a primeira divisão conta que em dezembro, com o pagamento da cota de televisão vinculada à colocação na tabela, haverá dinheiro para compensar perdas no decorrer do ano. Para conseguir reforçar o elenco, o tricolor carioca precisou de parceiros para arcar com os vencimentos de nomes consagrados do futebol brasileiro, como os meias Ganso e Nenê.

Grfico da evolução das dívidas do Fluminense nos últimos anos.
Gráfico da evolução das dívidas do Fluminense nos últimos anos.

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