Famílias de vítimas da tragédia do Ninho do Urubu não estão nem aí para o Mundial de Clubes

Familiares de vítimas do incêndio no centro de treinamentos do Flamengo estão indiferentes quanto a participação do clube no Mundial organizado pela FIFA, no Catar.

Por Minha Torcida
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Que Mundial de Clubes, que nada! Os familiares dos dez jovens que morreram no incêndio em 8 de fevereiro deste ano, no Centro de Treinamentos do Flamengo, denominado de Ninho do Urubu, na zona oeste do Rio, preferiram nem assistir à classificação do time carioca à final do torneio organizado pela FIFA. Alguns destes, relataram um sentimento confuso, nesta terça-feira, com uma mistura de tristeza e indiferença à equipe que venceu o Al Hilal por 3 a 1, no Catar.

De acordo com reportagem do site "Terra", o mesmo chegou a ouvir algumas dessas pessoas, que relataram o seguinte:

"A minha família foi sempre vidrada em futebol. Eu também sempre gostei, sou flamenguista. Mas hoje eu não consigo mais ver futebol. Nada contra o time, a torcida. A dor da perda, da saudade, aumenta muito nesses momentos de decisão de título, todo mundo falando sobre isso em tudo quanto é lugar", contou a mãe de Arthur, Marília Barros.

Local da tragédia no Ninho do Urubu.
Local da tragédia no Ninho do Urubu.

Rosana Souza, mãe de outro jovem jogador do Flamengo, Rykelmo, que morreu na tragédia, também disse que não consegue mais assistir aos jogos como antes, embora torça para que o time conquiste vitórias, como a desta terça-feira.

"Não vi a partida, mas sei que meu filho ficaria feliz, vibrando pelo time dele. É um sentimento difícil", comentou Rosana.

Para Pâmela Matos, a irmã de Pablo, outro que não resistiu ao incêndio, o futebol passou a ter importância secundária depois da morte dos dez rapazes.

"Desde que houve a tragédia, o nosso interesse por futebol deu uma caída. A gente preferiu nem ver o jogo, evitando assim que tudo viesse à memória de novo", contou.

Já o pai de Bernardo - o mais novo entre os que perderam suas vidas na tragédia do Ninho do Urubu, Darlei Pisetta, participou de uma reunião de trabalho durante o jogo e ficou assim distante do que ocorria em campo, no Catar. Seu filho tinha apenas 14 anos.

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