Quase um ano após o incêndio no Centro de Treinamento do Flamengo - o Ninho do Urubu, que levou a morte 10 jogadores das categorias de base, com idades entre 14 e 16 anos, a Justiça do Rio de Janeiro determinou nesta última quinta-feira que o clube pague mensalmente R$ 10 mil a cada família por sua perda e que inclua na sua folha de pagamento três outros jovens que ficaram feridos na tragédia.

O pagamento deverá ser feito até que a própria "justiça" regulamente as indenizações definitivas. Os cearenses Cauan Emanuel Gomes Nunes e Dyogo Bento Alves - dois dos três sobreviventes estavam no alojamento no dia da tragédia.

A medida foi concedida liminarmente a pedido da Defensoria Pública e do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, em processo que está correndo na Vara Cível da Barra da Tijuca, na zona oeste da capital fluminense.

"Tratando-se de clube de futebol, as constantes transações financeiras envolvendo jogadores de futebol, as rendas provenientes de bilheterias de estádios e as rendas oriundas de transmissões de televisão, são suficientes para garantir a eficácia da decisão", declarou em nota a Justiça do Rio de Janeiro.

Se o clube não efetuar o pagamento imediato desta determinação da justiça - entre esses, os meses anteriores à decisão, a multa diária por cada vítima será de R$ 1 mil. Os pagamentos deverão ser efetuados até que o Flamengo e as famílias das vítimas cheguem a um acordo sobre as indenizações na justiça.

Relembre o caso:

O fato trágico no CT Ninho do Urubu - como é conhecido o centro de treinamento do Flamengo, em Vargem Grande, na zona oeste do Rio de Janeiro, ocorreu no dia 8 de fevereiro deste ano provocado por uma falha no ar condicionado. O local já havia sido interditado pela Prefeitura em 2017, após quase 30 multas por falta de alvará. Até o momento, o clube não se pronunciou sobre a decisão.