Bombeiros informam que o local da tragédia no CT do Flamengo jamais foi vistoriado

De acordo com o “Corpo de Bombeiros” do Rio de Janeiro, o local do incêndio que causou a morte dos 10 jovens atletas do Rubro-Negro, jamais passou por uma vistoria feita por eles.

Por Minha Torcida
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Flamengo: Imprudência, negligência ou fatalidade? Essa é a história de um triste fim para 10 jovens atletas em início de carreira que tiveram seus sonhos “ceifados” na última sexta-feira no “Ninho do Urubu” – Centro de Treinamento do Flamengo.

De acordo com o “Corpo de Bombeiros” do Rio de Janeiro, o local do incêndio que causou a morte dos 10 jovens atletas do Rubro-Negro, jamais passou por uma vistoria feita por eles. Essa informação partiu da própria assessoria de imprensa da corporação após o questionamento por parte da imprensa sobre os motivos do Flamengo não ter em mãos os documentos da liberação para o funcionamento do “CT”.

Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro.Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro.

Em nota, o Corpo de Bombeiros enviou ao site “globoesporte.com”, que a vistoria é realizada sempre quando há um novo projeto apresentado, mas nesse caso a “estrutura” onde o fato ocorreu “não constava no mesmo e com isso não foi identificada nas áreas de vistoria feita por eles”.

Questionado mais uma vez do porque da área nunca ter recebido uma vistoria, o Corpo de Bombeiros simplesmente “grifou” a informação já acima citada.

Vale salientar que no ano passado, o Corpo de Bombeiros realizou três vistorias no CT Ninho do Urubu e muitas falhas no projeto foram detectadas pela incorporação – entre elas layout do bloco 17, posicionamento e instalação de geradores, ausência de instalação de caixa d’água próximo ao eixo das bombas da casa de máquinas, ausência de hidrantes urbano, modificação do projeto da cozinha nos blocos 5, 6 e 7 entre outros.

Local do incêndio no Ninho do Urubu.Local do incêndio no Ninho do Urubu.

O clube não obteve o “Certificado de Aprovação” para conseguir regularizar a sua documentação e com isso conseguir o “alvará” de funcionamento justamente por essas pendências que estão relacionadas à execução do “sistema de segurança” contra “incêndio e pânico”.

Em relação aos dormitórios que acabaram sendo destruídos e levaram consigo a vida de 10 jovens atletas, o Corpo de Bombeiros disse que não caberia a eles determinar quantas portas e janelas teriam que ser instaladas, pois essa norma deve ser cobrada no “Código de Obras do Município” e que são normas técnicas vigentes.

 

 

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